Satélite IOD-1 da missão Celeste lançado com sucesso após dois adiamentos

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O satélite IOD-1 da missão Celeste, da Agência Espacial Europeia (ESA), foi lançado este sábado com sucesso, em Māhia, na Nova Zelândia, depois de dois adiamentos devido às condições meteorológicas, segundo anunciou a empresa responsável pela missão.

O novo programa Celeste da ESA visa reforçar as capacidades do sistema Galileu, expandindo ainda mais a cobertura de satélites, auxiliando a navegação em caso de potencial perda de cobertura do Galileu e facilitando novas aplicações, como a condução autónoma.

A missão, que inclui tecnologia portuguesa e que vai testar uma nova forma de navegação através de satélites em órbitas mais baixas, prevê o lançamento de 12 satélites, 11 operacionais e um de reserva.

De acordo com a equipa da GMV em Portugal, que teve um papel relevante nos testes do satélite, contribuindo para a validação de componentes críticos do sistema, este lançamento assinala “o início de uma nova geração de navegação por satélite na Europa”.

O nome da missão europeia é uma homenagem a Maria Celeste, filha de Galileu Galilei, reflectindo a ideia de uma “missão filha” que complementa e reforça o sistema de navegação por satélite Galileu.

“Tal como Maria Celeste teve um papel próximo e de apoio no percurso científico do pai, esta missão surge como uma camada adicional que vem reforçar a robustez, a precisão e a resiliência do sistema europeu de navegação por satélite”, indicou a GMV em Portugal.

Segundo o responsável pelo programa Celeste, Roberto Prieto, a missão compreende uma camada complementar de satélites, voando mais perto da Terra, para melhorar o actual sistema Galileu em órbita terrestre média (MEO, na sigla em inglês).

“O actual sistema de navegação Galileu é o melhor do mundo”, sublinhou Roberto Prieto, “mas é vulnerável em algumas condições, como as tempestades solares, e não chega a regiões de difícil acesso”.

“O objectivo do Celeste é complementar o sistema Galileu em órbita terrestre baixa, garantir que os actuais sistemas de navegação europeus continuam a funcionar, contribuir para a autonomia estratégica europeia nesta área e prestar novos serviços”, acrescentou, citado pela Efe.

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