Ha muerto Noelia

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Há poucos minutos, o jornal espanhol El Mundo fez uma publicação na sua conta de Instagram, em letras brancas sobre um fundo preto, que dizia apenas “ha muerto Noelia”. E eu, como quase todos os que a leram, não pude alegar surpresa. Sabíamos, porque ela assim o decidiu, quais seriam a data e a hora da sua morte. Também sabíamos que ela estaria a usar o seu vestido mais bonito e uma maquilhagem leve e que, por sua vontade, estaria sozinha no quarto. Ainda assim, aquelas três palavras tiveram o poder de me fazer sentir qualquer coisa muito difícil de traduzir em palavras. Porque a história de Noelia é de um horror tal que não há como ficar-lhe indiferente. E, não, não é na eutanásia que reside o horror de que falo. É do caminho todo que a trouxe até ao derradeiro momento. É da sensação, impossível de arrancar da pele, de que uma sociedade inteira lhe falhou.

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