Paquistão recebeu países da região para falar sobre o Irão, com foco em Ormuz

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O Paquistão acolheu este domingo uma reunião com a Turquia, o Egipto e a Arábia Saudita, no âmbito dos esforços para mediar o fim da guerra com o Irão, tendo as discussões iniciais incidido em propostas para reabrir o estreito de Ormuz à navegação, segundo fontes próximas do processo.

No final do primeiro dia de reuniões em Islamabad, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que os seus homólogos das potências regionais discutiram “formas possíveis de pôr rapidamente um fim duradouro à guerra na região” e foram informados sobre potenciais negociações entre os EUA e o Irão em Islamabad.

As conversações decorreram numa altura em que o Irão alertou os Estados Unidos contra o lançamento de uma ofensiva terrestre e os preços globais do petróleo dispararam devido aos combates contínuos entre o Irão, os EUA e Israel.

Os países reunidos no Paquistão apresentaram propostas a Washington relacionadas com o tráfego marítimo no Golfo, disseram à Reuters cinco fontes, como parte de esforços mais amplos para estabilizar os fluxos de navegação.

O estreito de Ormuz era anteriormente responsável por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, mas o Irão travou na prática o tráfego marítimo na zona em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel iniciados há um mês.

Ishaq Dar afirmou que todas as partes expressaram confiança no papel do Paquistão, acrescentando que a China “apoia plenamente” a iniciativa.

Propostas para reabrir Ormuz

O Paquistão, que tal como a Turquia faz fronteira com o Irão, tem aproveitado as suas relações próximas com Teerão e Washington para se afirmar como um canal diplomático chave no conflito, enquanto Ancara e o Cairo também têm desempenhado um papel relevante.

Uma fonte paquistanesa afirmou que propostas — incluindo algumas apresentadas pelo Egipto — já tinham sido enviadas à Casa Branca antes da reunião de domingo e incluíam estruturas de taxas semelhantes às do Canal de Suez.

Duas outras fontes paquistanesas indicaram que Turquia, Egipto e Arábia Saudita poderão formar um consórcio para gerir os fluxos de petróleo através da via marítima e que pediram ao Paquistão para participar. A primeira fonte referiu, no entanto, que Islamabad não foi formalmente convidado e mantém que não irá integrar essa iniciativa.

Segundo as fontes, a proposta de criação de um consórcio de gestão foi discutida com os EUA e o Irão. A mesma fonte acrescentou que o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, tem mantido contactos regulares com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Os ministérios dos Negócios Estrangeiros do Egipto e do Paquistão não responderam a pedidos de comentário sobre as propostas. O gabinete de comunicação do Governo saudita e a Casa Branca também não responderam de imediato.

Uma fonte diplomática turca afirmou que a prioridade de Ancara é garantir um cessar-fogo. “Garantir a passagem segura de navios pode servir como uma importante medida de criação de confiança nesse sentido”, disse a fonte, que pediu anonimato.

Antes, Ishaq Dar reuniu-se separadamente com os seus homólogos turco e egípcio, segundo o seu gabinete. Numa publicação na rede X, afirmou ainda que o Irão concordou em permitir a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo estreito de Ormuz.

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