Governo e Seguro condenam Israel por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Presidente da República condenaram este domingo a polícia israelita que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.

“O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação”, escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X (antigo Twitter).

O ministério de Paulo Rangel exortou ainda as autoridades israelitas a “garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto”.

A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrarem a missa do Domingo de Ramos, “pela primeira vez em séculos”, afirmou este domingo o Patriarcado Latino.

“Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado […] e foram obrigados a voltar para trás”, indicou o Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala.

“Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, acrescentaram, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.

Para as autoridades religiosas, este impedimento “constitui um grave precedente” e “demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém”.

Em comunicado, o Presidente da República, António José Seguro, “manifesta a sua firme reprovação por este impedimento, que considera injustificado e contrário aos compromissos internacionais de protecção da liberdade religiosa”.

“Trata-se de um facto que atinge a comunidade cristã local e também o princípio universal da liberdade religiosa, pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional. A livre prática do culto, em particular em locais de significado histórico e espiritual ímpar, deve ser assegurada e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância”, acrescenta.

O Governo israelita explicou que a decisão foi tomada por motivos de segurança, devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos.

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