Mercados optimistas com promessas de fim de guerra rápido de Trump

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No primeiro dia a seguir a um mês de Março de escalada dos preços do petróleo, queda do valor das acções e agravamento das taxas de juro da dívida, os mercados financeiros internacionais estão a mostrar uma recuperação do optimismo, parecendo acreditar nas renovadas promessas da Administração Trump de um fim rápido da guerra no Irão.

Os sinais mais claros de retoma estão a ser dados nos mercados accionistas. No início da manhã desta quarta-feira, os índices das principais bolsas asiáticas e europeias registavam subidas que as colocavam a caminho de conseguirem o melhor resultado dos últimos meses.

No caso das bolsas asiáticas, o desempenho desta quarta-feira foi mesmo o melhor desde Novembro de 2022. Quebrando uma série de quatro dias consecutivos de descidas, o índice MSCI, que agrega as principais acções dos mercados asiáticos, subiu 4,7%. Valorizações particularmente expressivas registaram-se na Coreia do Sul, com um escalada do preço das acções de 9,1%, e no Japão, onde o índice Nikkei apresentou um ganho de 5,2% face ao dia anterior.

Na Europa, o arranque da sessão também foi marcado por sinais de optimismo. O índice STOXX 600, que reúne as acções das principais empresas cotadas europeias, subia 2,3% ao fim de uma hora de transacções. As acções relacionadas com turismo, sector aeroespacial e defesa eram as que apresentavam um melhor desempenho.

Juros da dívida recuam

Para além das acções, também no mercado obrigacionista se está a passar por um dia positivo, tendo as taxas de juro dos títulos de dívida pública alemães diminuído, trazendo consigo os juros dos outros países. Os juros da dívida portuguesa a 10 anos caíam 0,07 pontos percentuais no início da manhã desta quarta-feira.

De igual modo, o preço do petróleo, que tem sido o principal indicador das tensões que se vivem nos mercados por causa do conflito militar no Irão, dá sinais de alívio, estando, no caso do Brent, a recuar 3,2% face ao dia anterior, aproximando-se da barreira dos 100 dólares por barril, quando ainda no arranque da semana o crude do Mar do Norte chegou a alcançar 116 dólares por barril.

A explicação para esta evolução positiva nos mercados está, como explicou um analista à agência Reuters, “os sinais vindos dos EUA de que a guerra possa chegar à sua conclusão no curto prazo”.

Em causa estão declarações tanto do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como do próprio Presidente Donald Trump, que mostram que existe um desejo cada vez mais forte em Washington de declarar o fim da guerra no Irão, independentemente das condições em que as eventuais tréguas possam ocorrer.

Donald Trump afirmou no final desta terça-feira, em declarações aos jornalistas, que os EUA poderiam, mesmo que um acordo com o Irão não seja estabelecido, colocar um ponto final na campanha militar dentro de “duas a três semanas”.

No meio de várias declarações contraditórias do Presidente norte-americano ao longo das últimas semanas de guerra, este é ainda assim o sinal mais claro dado até agora de que a Casa Branca deseja sair rapidamente da situação em que se colocou no Irão.

De qualquer modo, continua a ser elevado o risco de o optimismo revelado esta quarta-feira pelos mercados ser de curta duração. Não só existe a possibilidade de Donald Trump fazer, a qualquer momento, declarações num sentido contrário, como existe a noção entre os investidores de que danos severos nas infra-estruturas energéticas no Médio Oriente podem vir a ter, mesmo que o conflito termine rapidamente, um impacto negativo permanente nos mercados, e especialmente nos preços mundiais do petróleo e do gás.

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