
São as primeiras imagens divulgadas pela NASA dos astronautas a caminho da Lua e o autor é Reid Wiseman, comandante da missão, que as captou com um tablet. Na primeira imagem, Hello, World, é possível ver a Terra e Vénus, e foi descrita pelo controlo de missão da NASA no Centro Espacial Johnson, em Houston, como “uma lembrança de que, por mais longe que vamos, continuamos a ser um só mundo, a observar, a ter esperança e a alcançar voos mais altos”.
Há também uma fotografia onde figura um “ponto azul pálido visto através dos olhos da tripulação”: o planeta a espreitar parcialmente pela janela da cápsula Orion.
NASA/Reid Wiseman
Christina Koch, especialista de missão, prestou declarações à imprensa numa transmissão no segundo dia da missão. “Depois de ter acabado de desfrutar de vistas incríveis do planeta Terra e de ver o planeta inteiro pela mesma janela, saber que estamos a ter vistas semelhantes da Lua deixa-me definitivamente mais entusiasmada com isso”, disse, citada pela CNN. “Eu sabia que era isso que íamos ver. Mas nada nos prepara para o espectáculo de ver o nosso planeta iluminado como se fosse dia.”
NASA/Reid Wiseman
Reid Wiseman também se mostrou maravilhado com um momento em que foi possível “ver o globo inteiro, de pólo a pólo”. “Dava para ver África, a Europa e, se olhássemos bem, dava para ver a aurora boreal. Foi o momento mais espectacular e que fez com que nós os quatro parássemos para admirar.”
NASA
O astronauta Jeremy Hansen contou ainda que as fotografias foram tiradas durante aquela que seria a primeira refeição no espaço: “Estávamos a ter uma vista simplesmente linda do lado escuro da Terra neste momento, iluminado pela Lua. Fenomenal. Nenhum de nós conseguiu ir almoçar porque estávamos colados à janela.”
A missão Ártemis II descolou nesta quarta-feira, num momento histórico, já que a última vez que humanos estiveram tão perto da Lua foi na alunagem de 1972, com a missão Apolo 17.
Nesta sexta-feira, a NASA confirmou que a manobra propulsiva que gerou o impulso necessário para que a cápsula seguisse em direcção à Lua, abandonando a órbita da Terra — a injecção translunar — foi concluída com sucesso. Era o último momento em que seria possível abortar a missão. A jornada até à Lua deverá durar entre três a quatro dias.
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