Sporting arriscou na gestão e por pouco não sofreu

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Um susto a abrir, dois a fechar e, pelo meio, uma vitória que até parecia tranquila. O Sporting regressou da pausa das selecções e entrou no vórtice de Abril com um triunfo, por 4-2, sobre o Santa Clara, repondo a distância de quatro pontos para o líder FC Porto. Mas a tranquilidade foi mesmo aparente porque a formação açoriana entrou praticamente a ganhar e, já depois de sofrer a reviravolta, ainda teve forças para marcar mais um e ter outro golo anulado. O Sporting entrou demasiado cedo em modo gestão – e por pouco não sofreu as consequências.

O Santa Clara não era um adversário que despertasse as melhores memórias no Sporting – é verdade que os “leões” venceram os três confrontos anteriores, mas esses jogos foram todos no limite e carregados de polémica. Já sem Vasco Matos no banco, mas com Petit, que também é sempre uma pedra no sapato para o Sporting, os açorianos chegavam a Alvalade na sua melhor série da época (três vitórias seguidas) e sem sofrer golos nos últimos três jogos. Não eram o adversário mais simpático para um Sporting atacado pelo “vírus” FIFA e a pensar no calendário carregado que o espera neste mês.

Limitado nas suas escolhas por castigos, lesões e pernas cansadas, Rui Borges escolheu uma equipa com menos de metade dos habituais titulares – Rui Silva, Morita, Pedro Gonçalves, Trincão e Geny. Em cima de uma defesa renovada e de um meio-campo sem Hjulmand, o técnico “leonino” decidiu-se por lançar o outro ponta-de-lança que tinha disponível, Rafael Nel – primeira titularidade para o jovem da formação. O Sporting estava incompleto e o Santa Clara aproveitou.

Logo aos 3’, na sequência de um lançamento lateral, a bola chegou a Lucas Soares, este direccionou-a para a área, onde estava Fernando para desviar para a cabeça de Klismahn – o brasileiro estava sozinho na pequena área e fez o golo dos açorianos. Início de sonho para os visitantes e o regresso de um pesadelo antigo para os “leões”, que não têm qualquer margem de manobra nesta recta final de campeonato.

A verdade é que o Sporting não demorou muito a corrigir a sua entrada em falso. Depois do susto inicial, conseguiu aplicar o seu estilo habitual de ataque posicional, sem grandes correrias e o Santa Clara não demorou muito a ceder. Aos 20’, Vagiannidis fez um excelente passe para Geny Catamo, que, no momento da recepção, sofreu falta de Torrão. Sem Suárez, foi Pedro Gonçalves a avançar para a cobrança, e o homem a quem Roberto Martínez não deu o único minuto na digressão americana da selecção fez o empate.

A reviravolta aconteceu antes do intervalo. Aos 39’, numa excelente jogada entre Bragança e Nel, foi o médio a fazer o 2-1 – domínio perfeito e remate de Bragança, após uma tremenda tabela de Nel. Três minutos depois, o Sporting deu outra robustez à vantagem: Morita testou primeiro os reflexos do guarda-redes Gabriel Batista, que defendeu com dificuldade. Nel não deixou a jogada morrer e devolveu a bola ao japonês, que a deixou para um remate à meia-volta de Trincão (3-1). E o Sporting entrou em modo gestão.

Rui Borges foi dando minutos aos seus titulares e os “leões” pareciam não querer mais nada do jogo. O Santa Clara voltou a aproveitar e, já nos últimos minutos, conseguiu meter a bola na baliza – Vinícius ganhou o lance à entrada da área, deixou para Gonçalo Paciência e, com um grande remate, o avançado bateu Rui Silva. Mas o golo seria anulado, porque o VAR detectou uma falta de Vinícius sobre Faye.

O Sporting nem teve tempo de respirar de alívio porque o Santa Clara, como que se sentindo injustiçado pelo golo anulado, carregou ainda mais e, desta vez, foi a contar – excelente jogada individual de Paciência, que fintou dois adversários e fez o 3-2. O filho de Domingos Paciência lançou o jogo para sete minutos de incerteza, mas os “leões” acabaram por se tranquilizar aos 95’, com Nel, no dia em que fez 21 anos, a fazer o golo, após passe de Quaresma.

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