Domínio do inglês abre portas para estudantes brasileiros na Europa

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Uma pesquisa da consultoria Catho revelou que um brasileiro com inglês fluente pode ter salário até 61% superior em relação a quem não domina o idioma. O levantamento reforça que, quanto mais cedo se inicia o aprendizado da língua, maiores são as chances de alcançar melhores oportunidades profissionais ao longo da vida. Essa realidade já se reflete na trajetória de três estudantes paulistas de 18 anos — Carolina Debs, Jeanne van Rooij e Matheus Andrade — que vivem no Porto e se preparam para ingressar em universidades da Europa.

Os três estudam na Oporto British School (OBS), instituição com 132 anos de história localizada na Foz do Porto. A escola oferece ensino em inglês, português, francês e espanhol, além de uma formação acadêmica abrangente. Com alunos de mais de 30 nacionalidades, a instituição mantém como um de seus principais diferenciais a preparação para o acesso ao ensino superior internacional, com colocações frequentes em universidades de prestígio como Cambridge, University College London, St Andrews, Warwick, além de instituições nos Países Baixos, Canadá, Estados Unidos, Itália, França e Espanha.

Carolina Debs, natural de São Paulo, mudou-se para Portugal há quatro anos. Antes da mudança, já estudava em uma escola bilíngue no Brasil, o que facilitou sua adaptação ao novo ambiente. Segundo ela, o domínio do idioma foi determinante para sua integração. “Em Portugal, muitas pessoas falam muito bem o inglês, e isso é uma coisa que o Governo também proporciona, porque, na educação pública, as pessoas aprendem inglês em um nível muito bom. Acredito que com o inglês você encontra boas oportunidades”, diz.

A jovem pretende cursar Direito no Reino Unido e destaca a importância da língua para contatos globais. “O inglês permite que a gente tenha uma forte conexão com outras pessoas de culturas diferentes, e isso é uma parte essencial”, acrescenta.

Também paulista, Jeanne van Rooij vive no Porto há cinco anos e traz uma vivência internacional ainda mais ampla, com passagens por escolas no Brasil, Peru e México. Fluente em vários idiomas, ela atribui ao inglês um papel central em seu desempenho acadêmico. “Aprender inglês me ajudou muito a me desenvolver na escola, pois inglês é uma língua universal, e isso me auxiliou a alavancar meus estudos e a melhorar muito as minhas notas”, frisa.

Com planos de cursar Medicina, Jeanne reforça a importância do idioma para o futuro profissional. “Na escola há pessoas de muitas nacionalidades, mas o inglês é uma língua que todos falam. Então, conseguimos compartilhar os nossos gostos, nossos interesses e criar estas conexões”, ressalta.

Início desafiador

Por outro lado, Matheus Andrade, que vive em Portugal há seis anos, teve um início mais desafiador com o idioma. Vindo de uma escola brasileira com ensino predominantemente em português, lembra que enfrentou dificuldades ao chegar no país europeu, mas evoluiu com a prática diária.

“O inglês abre portas, não apenas no sentido profissional, mas também no pessoal, pois os nossos amigos não são só brasileiros e portugueses: são de várias partes do mundo. Eu quero estudar política, filosofia e economia no Reino Unido”, acrescenta Matheus, que fala ainda francês e também se expressa em espanhol.

Diretor de uma escola internacional no Porto, Nick Sellers afirma que alunos e seus pais querem uma educação virada para o exterior
Sérgio Nascimento

O brasileiro também destaca o impacto do inglês no acesso à informação. “No caso de notícias, tem muito conteúdo interessante na internet, mas apenas acessível em inglês. E sabendo o idioma, ajuda muito até mesmo para obter mais conhecimento”, assinala.

A formação internacional oferecida pela OBS é reforçada pela visão de seu diretor-geral, Nick Sellers, nascido no Porto e ex-aluno da própria instituição, onde estudou entre os quatro e os nove anos de idade. Ele destaca que o ensino vai além da língua inglesa. “O que nossos alunos e seus pais querem uma educação virada para o exterior, para o mundo inteiro e também abrangente. E a formação em inglês é importante”, frisa.

Perfil global

Segundo ele, embora a escola tenha raízes britânicas, seu perfil é global. “O aceso ao ensino superior da Grã-Bretanha é muito importante para muitos dos nossos alunos e, por isso, nós os preparamos bem nesse sentido para poderem ingressar em universidades como Oxford, Cambridge e várias outras de grande prestígio, e também em universidades dos Estados Unidos, do Canadá. Portanto, para eles, é muito importante o inglês, porque há muitas universidades na Europa que fazem um ensino internacional, em inglês”, diz.

Atualmente, a escola Oporto British School conta com 577 alunos, sendo cerca de 5% brasileiros. Para o diretor, a diversidade de nacionalidades é um dos pilares da instituição. E os brasileiros, destaca ele, integram uma parte muito importante da escola.

“Procuramos estimular e fomentar a confiança, o bem estar, e o empenho genuíno em nossos alunos. O que valorizamos é uma educação integral, social, de saúde. Preparamos os alunos para a vida universitária e também para a vida pós-escola. Não é simplesmente estudar, aprender e fazer os exames: há a colaboração entre os alunos e ela é fundamental”, garante Sellers.

O diretor demonstra interesse pessoal pelo Brasil. “Quando tiver tempo, minha grande ambição é fazer uma viagem literária pelo Brasil. Estudei Machado de Assis e outros grandes escritores brasileiros. E um dia desses vou fazer esta viagem”, comenta.

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