Transportadores de mercadorias esperam novos apoios “em breve”

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Os representantes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) estiveram reunidos esta segunda-feira com o ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, e aguardam “boas notícias” para o sector “em breve”. O anúncio foi feito aos jornalistas pela presidente da Antram, Ema Leitão, recentemente eleita para o cargo.

“O senhor ministro está muito consciente da situação em que o sector está”, vincou esta responsável, explicando que as duas partes têm estado a dialogar e que as propostas entregues pela Antram “estão a ser analisadas”. “Precisamos de um pacote robusto para o sector”, sublinhou Ema Leitão, numa referência aos apoios que considera serem necessários por causa do impacto da subida dos preços dos combustíveis devido à guerra dos EUA e de Israel contra o Irão.

A presidente da Antram destacou ainda as diferenças face aos concorrentes espanhóis, que têm acesso a combustíveis mais baratos. O encontro da Antram com o Governo decorre depois de uma reunião entre os associados que decorreu na passada quarta-feira e na qual as transportadores, segundo Ema Leitão, afirmaram estar “muito desgastados” e numa “situação crítica” do ponto de vista do impacto financeiro da subida de custos. Entretanto, houve um novo anúncio de apoio no final da semana passada, com o sector a aguardar agora mais novidades para o sector no curto prazo.

De acordo com a informação da própria Antram, esta associação patronal representa cerca de duas mil empresas nacionais de transporte profissional de mercadorias a nível nacional.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou uma nova linha de apoio de 600 milhões de euros para empresas com forte exposição aos custos energéticos. Esta permitirá “financiar, por via de crédito, as necessidades de tesouraria e fundo de maneio” das empresas mais afectadas, com garantias públicas.

A ideia, de acordo com o Governo, é “reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional” e proteger “a competitividade, o emprego e a resiliência do tecido produtivo nacional”. Já em vigor está o apoio de dez cêntimos para o consumo de gasóleo profissional.

Em 2022, depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e do impacto da guerra no preço dos combustíveis, o Governo criou um apoio “extraordinário e excepcional com vista à mitigação dos efeitos da escalada de preços do combustível e do AdBlue” para o sector dos transportes de mercadorias por conta de outrem. De acordo com os dados disponíveis no IMT, este apoio requereu um esforço financeiro do Estado avaliado em 47,5 milhões de euros.

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