No ano passado, quatro em cada dez pessoas em Portugal revelaram sintomas de ansiedade

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No ano passado, quatro em cada dez pessoas com 16 ou mais anos em Portugal disseram sentir sintomas de ansiedade generalizada. Um “aumento significativo” em relação a 2024, aponta o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta condição afectava mais as mulheres do que os homens e foi também mais elevado entre as pessoas mais velhas.

Segundo o boletim Estatísticas da Saúde 2024, publicado nesta segunda-feira (mas que inclui dados de vários anos, incluindo nalguns casos de 2025), 39,4% da população com 16 ou mais anos revelava em 2025 sintomas de ansiedade generalizada (o que corresponde a um score de 3 ou mais pontos, de acordo com o modelo Generalized Anxiety Disorder 2-item). Destes, 11,3% revelaram níveis de ansiedade mais graves – o que corresponde a um score de 6 pontos (o máximo para o modelo adoptado).

A prevalência destes sintomas subiu em relação a 2024. Aliás, o boletim salienta que “estes resultados reflectem um aumento significativo da proporção da população afectada por sintomas de ansiedade generalizada (mais 7,4 p.p. [pontos percentuais] em relação aos 32% registados no ano anterior)”. Os níveis mais graves também seguiram a tendência geral, já que em 2024 esta percentagem foi de 10,4%.

Os sintomas de ansiedade afectaram mais as mulheres (46,2%) do que os homens (31,2%), “disparidade que se acentuava no caso dos níveis de ansiedade mais graves, que atingiam 14,6% de mulheres e 7,2% de homens”. O indicador global de transtorno de ansiedade generalizada “era também mais elevado no caso da população idosa”, e o mesmo considerando o critério de maior severidade.

Por nível de escolaridade, a proporção de pessoas com sintomas de ansiedade generalizada “era menor para as que detinham o ensino superior (33,9%) ou o ensino secundário (35,9%), por comparação com as que não tinham qualquer nível de escolaridade (49,6%) ou que tinham concluído apenas o ensino básico (43,7%)”. As pessoas empregadas também tinham níveis de ansiedade (36,6%) mais baixos do que os desempregados (50,2%) e a população economicamente inactiva (em que se incluem, por exemplo, os reformados).

Quanto ao grau de satisfação com a vida, não se registaram alterações em relação a 2024. No ano passado, a população em análise registava “uma média de 7,3, considerando uma escala de 0 (nada satisfeito) a 10 (totalmente satisfeito)”. A população com menos de 65 anos, os homens, as pessoas com ensino superior e os empregados revelaram um grau de satisfação com a sua vida em geral mais elevado, sendo que estes dados têm por base o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025.

O estado de saúde em geral também influencia este indicador, com uma avaliação mais positiva por parte de quem não tem doenças crónicas, não sente limitações na realização de actividades gerais devido a problemas de saúde e que aponta ausência ou nível baixo de sintomas de ansiedade.

Despesa corrente representa 10% do PIB

O boletim do INE, divulgado na véspera do Dia Mundial da Saúde, revela que, em 2023, a despesa corrente em saúde “aumentou 4,4%, fixando-se em 26.866,3 milhões de euros (10% do PIB)”. Para 2024, “estima-se uma despesa de 29.205,1 milhões de euros, representando 10,2% do PIB, o que traduz um crescimento de 8,7% face a 2023”.

Entre 2022 e 2024, o SNS e os Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas, em conjunto, “foram os principais agentes financiadores da despesa corrente em saúde, suportando, em média, 54,9% do total”. Nesses anos, “em média, 28,9% da despesa corrente foi suportada directamente pelas famílias”.

Em termos estruturais, diz o documento, no período temporal em análise “destaca-se a diminuição do peso relativo da despesa das famílias (28,2% da despesa corrente em 2024, menos 0,9 p.p. do que em 2022) e o aumento de 1 p.p. do peso relativo da despesa das sociedades de seguros”.

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