Vicente Lucas, símbolo maior do Belenenses e figura marcante do futebol português nas décadas de 1950 e 1960, foi nesta quinta-feira alvo de uma última homenagem, no Estádio do Restelo, em Lisboa. Aos 90 anos, o antigo defesa, que morreu na terça-feira à noite, deixa o clube órfão de uma das suas grandes referências.
O cortejo fúnebre do antigo atleta partiu da capela do Mosteiro dos Jerónimos, acompanhado por centena e meia de pessoas, grande parte adeptos do Belenenses, que entoaram cânticos de apoio e se fizeram acompanhar de uma tarja na qual podia ler-se a frase “Eterno Vicente”. À entrada do Estádio do Restelo, havia outra mensagem à espera, que dava conta do impacto do antigo internacional português: “Vicente Lucas, para sempre um de nós”.
Entre os presentes, destacaram-se algumas figuras do futebol, quer partilharam o relvado e o balneário com Vicente Lucas, com foi o caso dos antigos companheiros de selecção António Simões e Hilário Conceição. Ao seu lado, Vicente disputou o Mundial 1966, que garantiu a Portugal a melhor classificação até à data (terceiro lugar) e que lhe reservaria um lugar na história.
Nesse torneio, disputado em Inglaterra, a elegância, discrição e competência do seu futebol ganharam uma outra dimensão mediática, especialmente quando conseguiu anular Pelé, estrela em ascensão na selecção do Brasil (Portugal venceu o jogo por 3-1, na fase de grupos).
“Passados alguns anos [do Mundial], encontrei-me com Pelé nos Estados Unidos e em várias conversas que tivemos não deixou de falar do Vicente. Virou-se para mim e perguntou: ‘Baixinho, o que é feito daquele ‘pretinho’ que nunca me deixava jogar?’ Ele nunca se esqueceu dessa história, e por boas razões”, lembrou António Simões à Antena 1, no decorrer das cerimónias fúnebres de Vicente Lucas.
A urna do antigo jogador — que enfrentou sérios problemas de saúde nos últimos anos de vida — foi colocada no centro do relvado do Estádio do Restelo pelo plantel principal do Belenenses, o único emblema que representou enquanto sénior, pelo qual somou 284 jogos entre 1954 e 1967. Depois, cumpriu-se um minuto de silêncio junto do busto com a sua imagem, que figura no recinto ao lado de Matateu (1927-2000), seu irmão e também antiga “glória” do clube.
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