Linha Rubi do Metro do Porto e nova ponte no Douro derrapam para 2028

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A conclusão da Linha Rubi do Metro do Porto, que ligará a Casa da Música (Porto) a Santo Ovídio (Gaia), foi adiada para Julho de 2028, representando um atraso significativo face ao prazo inicialmente previsto. De acordo com um cronograma oficial incluído num concurso público para o sistema de sinalização, que faz manchete na edição deste sábado do Jornal de Notícias, também o tabuleiro da nova ponte sobre o Douro que ligará Porto e Gaia sofreu atrasos e só deverá ficar concluído quatro meses antes, em Março de 2028.

Este novo calendário confirma a derrapagem dos prazos. O actual presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, já tinha indicado a necessidade de reavaliar o planeamento antes de assumir datas concretas, ao contrário do seu antecessor, Tiago Braga, que previa a conclusão da linha (sem a ponte) até ao final de 2026. O documento agora divulgado estabelece como data final das obras o dia 22 de Julho de 2028, com a fase de pré-operação prevista para Junho desse ano.

O cronograma detalha ainda etapas intermédias, como a conclusão dos túneis no Porto (Campo Alegre) e em Gaia (entre Santo Ovídio e Devesas), prevista apenas para daqui a cerca de um ano. Este prolongamento levanta dúvidas sobre o impacto no financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que exige a conclusão das obras até ao final de 2026.

No que diz respeito ao material circulante, o primeiro veículo deverá ser entregue em Janeiro de 2027, seguindo-se mais 21 unidades até Abril. Os testes decorrerão até Julho de 2027.

A Linha Rubi terá cerca de 6,4 quilómetros e oito estações (duas no Porto e seis em Gaia), representando um investimento total de 487,9 milhões de euros, já revisto em alta devido ao aumento dos custos de construção e energia. Este valor inclui não só a obra, mas também fiscalização, sistemas de sinalização, expropriações e integração tecnológica.

Paralelamente, foi lançado um novo concurso público para o sistema de sinalização, com um preço-base de 24 milhões de euros, após o anterior ter ficado sem propostas válidas. O sistema permitirá a operação sem condutor em dez veículos e terá um contrato de 88 meses, incluindo manutenção.

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