Todos sabemos que o grau de satisfação com um produto está directamente relacionado com as nossas expectativas. Ora, confessamos que ficámos com expectativas baixas quando olhámos para a dimensão e, sobretudo, para o preço (cerca de 100 euros) do Video Projetor Wireless da iServices. Consequência de uma experiência já vasta em testes de projectores de vídeo, em que modelos de muito baixo custo normalmente conduzem a uma experiência tão má que, na prática, acabam arrumados num canto da arrecadação. É daquelas situações em que a expressão “atirar dinheiro à rua” faz todo o sentido.
Mas mal começámos a usar este projector, ficámos agradavelmente surpreendidos. Naturalmente, não é capaz de gerar uma imagem que se possa considerar de grande qualidade, mas gera uma projecção boa o suficiente para nos mantermos focados no filme e não nos distrairmos com falhas qualitativas. Isto se garantirmos que a projecção é feita numa parede branca e numa sala escura. Naturalmente, uma tela específica garante melhor qualidade, mas os projectores portáteis foram feitos para criarem “salas de cinema” improvisadas, usando uma parede ou um lençol.
Ora com a referida parede branca numa sala de escura, o resultado é mesmo bastante satisfatório, com cores saturadas q.b., níveis de contraste convincentes e boa luminosidade. Na verdade, já vimos qualidade pior em projectores que custa três vezes mais.
Android na base
O sistema operativo é Android. Uma versão com já alguns anos (Android 11), é certo, mas perfeitamente funcional. A vantagem é que, como acontece num smartphone Android, podemos usar apps de streaming, como o YouTube ou Netflix. Basta introduzir os nossos dados de acesso para podemos ver conteúdos, sem ser necessário qualquer outra fonte ligada ao projector. Como tem Wi-Fi, o único cabo que temos de ligar é o da alimentação eléctrica. Naturalmente, também há ligações para fontes externas, incluindo USB (para reproduzir ficheiros a partir de uma pen, por exemplo) e HDMI. O suficiente.
A interface é mesmo a básica do Android – longe da sofisticação do Android TV. O facto de o sistema operativo usado ser para telemóveis torna-se evidente em alguns menus, como quando carregamos no botão para desligar o projector e aparece a mensagem “Desligar o telemóvel”. Mas funciona. O mesmo se pode dizer do comando à distância: simples, mas eficiente.
SM
Mas o melhor é mesmo a funcionalidade. Por ser compacto e ter uma base rotativa, é fácil colocá-lo em cima de um qualquer móvel ou mesmo no chão. O sistema inclui acerto de focagem através do comando e configuração automática da geometria para compensar os ângulos de projecção. Embora, para melhores resultados, recomende-se uma projecção frontal, com o projecto no centro da imagem, e a uns dois a três metros da parede – bom equilíbrio entre luminosidade e dimensão do ecrã.
Em conclusão, este projector não servirá a quem procura criar um sistema de cinema em casa. Mas serve perfeitamente para, por exemplo, projectar um filme de animação no quarto das crianças ou até mesmo para levar para uma segunda casa, onde até pode não haver televisor. Sem dúvida merecedor do título de Gadget da Semana.
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