Contratar mulheres é diferencial, inclusive para créditos europeus, diz empresária

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Empresas que contratam mais mulheres tornam-se mais plurais e competitivas, diz a presidente do Clube Mulheres de Negócios, Rijarda Aristóles. “Esse, inclusive, é um diferencial competitivo no acesso a financiamentos com fundos europeus. Se houver empate entre as candidaturas, as empresas com mais mulheres em seus quadros saem na frente”, acrescenta. O tema, por sinal, estará presente no 5º Congresso Global, o Conecte-se 2026, promovido pelo Clube, fundado há seis anos e que tem mais de 400 empresárias associadas espalhadas por 20 países.

“Além de estimular a contratação de mais mulheres, defendemos a compra de produtos e serviços de empresas fundadas por mulheres. Não se trata de nenhum movimento feminista, mas, sim, de valorizar o trabalho desenvolvido por mulheres, sobretudo aquelas 40+”, destaca Rijarda. “Somos protagonistas de nossas vidas e escolhemos temas que nos afetam para serem debatidos nos três dias em que vamos nos reunir, como, por exemplo, a violência de gênero e o uso da inteligência artificial nos negócios”, detalha.

Os encontros vão ocorrer entre os dias 20 e 22 de abril, respectivamente, na Casa Brasil, na Câmara do Comércio e da Indústria Portuguesa e na Embaixada do Brasil em Lisboa. “Temos muito o que debater diante de tantas transformações que estamos vivendo no mundo e mesmo por conta das questões geopolíticas que afetam a todos”, assinala a presidente do Clube Mulheres de Negócios. O Congresso Global acontece uma vez por ano, alternando-se entre Brasil e Portugal.

Visão alargada

Para Rijarda, os encontros entre mulheres de realidades diferentes funcionam como troca de experiências e aprendizado, além de abrir portas. “Temos uma vantagem que nos une, a língua portuguesa. Mesmo estando espalhadas pelos cinco continentes, falamos a mesma língua”, destaca. No entender dela, ao se apoiarem mutuamente, inclusive fazendo negócios entre suas empresas, as empreendedoras acabam inspirando outras mulheres a investirem em seus projetos. “Passamos a ter uma visão mais alargada”, assinala.

Dados do Observatório das Migrações de 2022 apontam que as brasileiras em Portugal lideram o empreendedorismo entre os imigrantes. Dos mais de 10 mil negócios comandados por brasileiros em território luso, cerca de 80% têm uma mulher à frente. Há no entanto, muitas barreiras a serem superadas, sobretudo no que se refere a acesso a financiamentos. Por isso, destaca Rijarda, é importante manter a rotina de encontros a fim de que experiências de superação possam ser compartilhadas.

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