Veloz como um Raio, robô chinês pulverizou o recorde humano da meia-maratona

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O ano passado eram trôpegos como crianças, este ano já superam os adultos mais resistentes e velozes. Os robôs humanóides estão a evoluir a uma velocidade tão estonteante que à segunda meia-maratona, realizada este domingo, na China, para aferir da evolução da sua capacidade, passaram de tempos tão lentos que não dariam sequer para ficar bem classificado numa maratona, para bater por vários minutos o recorde que o ugandês Jacob Kiplimo actualizou, em Março, em Lisboa, com 57m 19s.

O Lightning ou Raio, criado pela empresa de telemóveis chinesa Honor, terminou os pouco mais de 21 km da prova em 50m 26s, quase sete minutos menos do que o atleta mais rápido nesta distância. Outros robôs registaram tempos inferiores aos do recorde de Kiplimo e muitos superaram os humanos que participavam na mesma prova, embora em pistas separadas para evitar colisões.

Há ainda o caso do Shandian, que cortou a meta à frente do Lightning, conseguindo o tempo espantoso de 48m 19s, mas foi desconsiderado por ser um robô telecomandado, privilegiando os organizadores da prova, que decorreu na E-Town, uma zona da capital chinesa destinada a empresas de desenvolvimento tecnológico, os robôs autónomos.

Em 2025, na primeira edição da prova, haviam participado 21 robôs e vários deles tiveram problemas até para sair da linha de partida, conseguindo alguns, a muito custo, terminar a prova. O melhor foi também o mais alto e mais pesado em prova, o Tiangong Ultra, com 1,80m e 52 kg, que completou a distância em 2h 40m 42s, muito distante do vencedor humano da prova que fez 1h 02m 36s. Mesmo assim, os seus criadores estavam contentes, porque tinham trocado apenas três vezes as baterias e haviam feito um tempo abaixo das três horas.

Passado um ano, “a melhoria foi espectacular”, exclamou o Global Times, o jornal em língua inglesa do Partido Comunista Chinês. Não só houve muito mais inscritos (105), como os participantes conseguiram aguentar o ritmo dos atletas humanos em prova. O Lightining tem 1,69m de altura, pesa 45kg e foi desenhado para adaptar-se a terrenos difíceis enquanto se desloca a grande velocidade. A Honor, a empresa que o desenvolveu, só entrou nesta área dos robôs humanóides há um ano.

Mesmo que o robô vencedor tenha tido de ser ajudado uma vez, quase no final, quando embateu contra as grades de protecção, foi uma jornada de excelente propaganda para este sector de desenvolvimento tecnológico, cujas aplicações economicamente viáveis ainda estão em fase de teste. Para a China, que tem como objectivo tornar-se na grande potência mundial deste sector, não podia ter corrido melhor.

“Sentia-me muito nervoso”, disse Ma Huaze, capitão de uma das equipas vencedoras da Honor, citado pela NBC News. “O maior desafio foi ter a coragem de apresentar e testar melhorias em larga escala num palco competitivo de grande dimensão como este.”

Em Fevereiro, na gala do novo ano lunar, o programa mais visto do canal de televisão nacional, CCTV, e de maior audiência do mundo, 600 milhões de telespectadores, houve uma demonstração dos avanços da robótica chinesa para orgulho nacional com um grupo de robôs humanóides a realizar complexos exercícios de kung fu com o maior dos rigores.

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