Leão XIV pediu aos angolanos para terem cuidado com as religiões tradicionais

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Este não é tempo para confusões, nem para ficar preso a “elementos mágicos e supersticiosos”, mas para permanecer fiel aos ensinamentos da Igreja Católica. Na missa campal da manhã de domingo na centralidade do Kilamba, nos arredores de Angola, o Papa Leão XIV falou em “construir um país em que se superem as velhas divisões” e de “onde o flagelo da corrupção seja erradicado”. E advertiu para o risco de as pessoas se deixarem confundir pelas formas de religiosidade tradicional, afastando-se do que a “Igreja ensina”.

“É necessário estar sempre atento às formas de religiosidade tradicional, que certamente pertencem às raízes da vossa cultura, mas que, ao mesmo tempo, correm o risco de confundir e misturar elementos mágicos e supersticiosos que não ajudam no caminho espiritual”, afirmou Leão XIV.

Por isso, o Papa deixou o pedido: “Permanecei fiéis ao que a Igreja ensina, confiai nos vossos pastores e mantende o olhar fixo em Jesus, que se revela especialmente na palavra e na eucaristia.”

E se solicitou aos crentes que escutem a palavra da sua Igreja, à Igreja Católica de Angola pediu que saiba ouvir os seus filhos, que “saiba reavivar a esperança perdida” e que saiba doar: “Angola precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos que tenham no coração o desejo de partilhar a sua vida e doá-la uns aos outros, de se empenhar no amor e no perdão mútuos, de construir espaços de fraternidade e paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa.”

Porque, de outra maneira, corre-se o risco de os angolanos perderem a esperança e ficarem paralisados pelo desânimo, afirmou o santo padre, citado pela Vatican News. Para construir um país “em que desapareçam o ódio e a violência” e se implemente “uma nova cultura de justiça e partilha”, é preciso “uma Igreja que saiba acompanhá-los no caminho”.

“A história do vosso país, as consequências ainda difíceis que devem suportar, os problemas sociais e económicos e as diferentes formas de pobreza reclamam a presença de uma Igreja [assim]”, sublinhou o sumo pontífice.

Neste segundo dia da visita a Angola, Leão XIV foi rezar o terço no Santuário da Muxima perante milhares de fiéis com quem o Papa foi partilhar o “frescor da fé a e força do espírito”. Aludindo ao nome Muxima, palavra que em kimbundo quer dizer coração, o Papa falou na figura da Mamã Muxima que “se empenha de forma discreta em manter vivo e pulsante o coração da Igreja, um coração feito de corações”.

O santuário, situado numa curva do rio Kwanza, é desde 1833 local de peregrinação popular de gente que pede ajuda e cumpre promessas a Nossa Senhora. “Mãe do Coração é um título belíssimo” que o faz pensar no coração de Maria, disse o santo padre. Um coração límpido e sábio que “acolhe todos, escuta todos e reza por todos”.

A seguir, o líder da Igreja Católica sublinhou a mensagem pacífica que leva a Angola, um país ainda a precisar de reconciliação ao fim de 22 anos da paz. “É o amor que deve triunfar, não a guerra! É isso que nos ensina o coração de Maria, o coração da mãe de todos. Partamos, pois, deste santuário como anjos mensageiros de vida, para levar a todos a carícia de Maria e a bênção de Deus.”

De manhã, no Kilamba, no final da missa campal, Leão XIV falara de paz e de guerra, mas fora das fronteiras de Angola, ao mencionar o aumento dos ataques russos à Ucrânia e do cessar-fogo no Líbano.

“Lamento profundamente a recente intensificação dos ataques contra a Ucrânia, que continuam a atingir também a população civil. Manifesto a minha proximidade a quantos sofrem e dedico as minhas orações a todo o povo ucraniano. Reitero o apelo para que as armas se calem e se siga o caminho do diálogo”, disse.

Em relação ao Líbano, congratulou-se com a trégua anunciada que é, ao mesmo tempo, “um sinal de alívio” e um “motivo de esperança” para “o povo libanês e para o Levante”. E aproveitou para enviar a mensagem aos que buscam uma solução diplomática que se empenhem em tornar “permanente” o fim das hostilidades no Médio Oriente.

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