FC Porto acelera para o título com triunfo sobre o Tondela

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O FC Porto está cada vez mais perto do título, depois de aproveitar a derrota do Sporting com uma vitória sobre o Tondela, por 2-0. A quatro jornadas do fim, os portistas gozam de sete pontos de vantagem sobre o Benfica (agora segundo, à condição) e oito (que poderão ser cinco) sobre os “leões”, saindo ainda beneficiados no confronto directo com os “verdes e brancos”.

Foi um domingo atípico no Estádio do Dragão: pela primeira vez em 22 anos de vida, o reduto dos “dragões” viu adeptos portistas a festejarem um triunfo do Benfica. O burburinho do golo de Rafa aos 90+3’ foi-se transmitindo pelas bancadas como uma onda. “Eu quero o Porto campeão”, ouviu-se, em uníssono, assim que soou o apito final em Alvalade. O Benfica, eterno rival, acabava de dar uma mão às aspirações portistas.

Com o conhecimento de que o Sporting acabara de sofrer uma derrota caseira frente ao Benfica, os jogadores “azuis e brancos” entraram com vontade de marcar cedo, para evitarem o natural nervosismo e ansiedade que acompanham o avançar do relógio. Se fizessem o seu trabalho, podiam voltar a colocar a diferença em oito pontos – cinco, caso o Sporting vença o jogo em atraso frente ao Tondela.

Mas a tarefa não ia ser fácil. O Tondela reforçou a linha defensiva, juntando um terceiro central à retaguarda. Depois das perdas de bola dos anfitriões, o Tondela apostava em transições rápidas, tentando explorar a velocidade do avançado Rony Lopes. A equipa beirã chegou ao Dragão numa situação precária: penúltimo lugar a cinco pontos do Casa Pia, primeiro clube a salvo da despromoção.

Depois de 85 minutos com menos um jogador na eliminação frente ao Nottingham Forest da passada quinta-feira, Francesco Farioli voltou a meter “a carne no assador”. À defesa voltou a dupla Kiwior e Bednarek – o jogador expulso aos cinco minutos em Inglaterra –, no meio-campo estiveram de regresso Victor Froholdt e Alan Varela. No ataque, o muito criticado Tarem Moffi deu lugar a Deniz Gül, com o regresso do jovem polaco Oskar Pietuszewski, não inscrito na Liga Europa, ao ataque “azul e branco”.

Depois de um curto período nos minutos iniciais em que o Tondela conseguiu ter iniciativa de jogo, a máquina ofensiva portista atacou. Aos 14’, o árbitro Cláudio Pereira ainda marcou penálti por mão na bola na área do Tondela, mas, com a assistência do videoárbitro, reverteu a decisão. Pouco mais de 20 minutos depois, aos 36’, a história contou-se ao contrário: uma falta assinalada fora da área por mão de um jogador do Tondela acabaria por transformar-se em penálti favorável aos portistas. Alan Varela assumiu a marcação, mas Bernardo Fontes adivinhou o lado e segurou o nulo.

Da primeira parte ficou um bom fluxo ofensivo portista, mas com poucas oportunidades de perigo iminente. Voltaria a ansiedade dos segundos 45 minutos a custar pontos? A verdade é que o FC Porto voltou novamente com vontade de resolver cedo, mas, desta feita, conseguiu o pretendido. Aos 48’, o recém-entrado Gabri Veiga inaugurou o marcador, servido no interior da área por Deniz Gül, que conseguiu sacudir a pressão de três adversários.

Depois do golo, tudo parecia mais fácil: embalados pelo público, os portistas continuaram a somar oportunidades. O Tondela mostrou-se inofensivo, bem menos interventivo do que no primeiro tempo. A tranquilidade para o FC Porto chegaria em definitivo aos 65’, com o golo de Victor Froholdt. Depois de um remate a roçar o poste esquerdo da baliza, o dinamarquês aproveitou um ressalto, entrou na área e fez o golo de pé esquerdo.

O FC Porto volta ao serviço na quarta-feira, frente ao Sporting, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, com o objectivo de anular a desvantagem de um golo contraída no primeiro jogo. Mas na Liga a equação é a inversa, com a vantagem esmagadora do lado dos “dragões”, que têm o título nacional praticamente à vista.

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