O Estádio do Bessa, casa do Boavista há 22 anos, e o respectivo complexo desportivo, no Porto, vão a leilão depois de 27 de Abril por 38 milhões de euros (ME), no âmbito da insolvência dos “axadrezados”.
Segundo o anúncio da leiloeira LEILOSOC Worldwide, o património do clube está dividido em duas grandes fatias que podem ser licitadas em conjunto ou separadamente.
O recinto desportivo, inaugurado após remodelação há 22 anos, tem um valor de abertura de 31 ME, enquanto o complexo anexo, que permite o desenvolvimento de projectos imobiliários, arranca com uma base de licitação de 6,8 ME, podendo os activos ser adquiridos em separado ou em conjunto.
O Estádio do Bessa recebeu último jogo em Maio de 2025 e tem a sua utilização impedida pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
Com uma área bruta de construção de cerca de 78 mil metros quadrados, o Estádio do Bessa Século XXI tem 11 pisos, incluindo o campo de jogos principal, áreas administrativas, restaurante, residência para atletas e um parque de estacionamento coberto.
O leilão ocorre num momento de “morte lenta” da instituição que acumula dívidas superiores a 150 ME.
Face às dívidas acumuladas, a liquidação do património do Boavista foi aprovada em Setembro de 2025 para travar os prejuízos da massa insolvente.
Em Fevereiro deste ano, a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, retirou os poderes à direcção de Rui Garrido Pereira, após o clube falhar pagamento de despesas correntes de Fevereiro, que só foi garantido com intervenção do accionista maioritário da SAD das “panteras”, o hispano-luxemburguês Gérard Lopez.
Esta regularização permitiu ao Boavista manter o seu estabelecimento e preservar as modalidades amadoras, impedindo que a administradora de insolvência reiniciasse de imediato as diligências para encerrar a actividade do clube, sem necessidade de convocação da assembleia de credores.
O clube detém 10% do capital social da SAD, que deveria disputar a II Liga em 2025/26, mas deixou de ter equipa profissional no verão e foi relegada por via administrativa para o escalão principal da Associação de Futebol do Porto, no qual é 18.ª e última classificada e joga como anfitriã no Parque Desportivo de Ramalde, a 2,5 quilómetros do Estádio do Bessa, inutilizado desde Maio do ano passado.
O Boavista inscreveu-se na quarta e última divisão distrital, mas, por estar solidário com as dívidas da SAD, que soma sete impedimentos de inscrição de novos futebolistas junto da FIFA, abdicou de competir em Outubro, sem ter disputado qualquer partida esta época.
A SAD, liderada pelo senegalês Fary Faye, tem alinhado com antigos e actuais jogadores da respectiva equipa de sub-19, integrada na II Divisão nacional desse escalão, mas ainda não desbloqueou as restrições da FIFA, impossibilitando, para já, a utilização dos reforços oficializados no Verão.
No Verão de 2025, o clube lançou uma equipa sénior independente da SAD para competir. No entanto, esta equipa não reuniu os pressupostos financeiros necessários para o licenciamento nas competições nacionais, acabando por ser inscrita nas divisões distritais.
Despromovido à II Liga em Maio, após ter fechado a edição 2024/25 da I Liga no 18.º e último lugar, o Boavista concluiu um trajecto de 11 épocas seguidas no escalão principal, sendo um dos cinco campeões nacionais da história, face ao título conquistado em 2000/01.
Além do estádio, em Fevereiro, a massa insolvência leiloou um apartamento, uma loja e 28 lotes de garagem, cujos prazos de licitação terminaram a 10 de Abril.
As licitações para o estádio e o complexo arrancam dia 27 de Abril, na plataforma electrónica da LEILOSOC, terminando às 18h do dia 20 de Maio.
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