Quase 200 turistas de várias nacionalidades, entre os quais pelo menos duas portuguesas, ficaram impedidos de descer do topo do Morro Dois Irmãos, nesta segunda-feira, 20 de Abril, na sequência de um tiroteio no bairro do Vidigal, que se situa na base do morro, no sul do Rio de Janeiro, avançam vários órgãos de comunicação brasileiros. O tiroteio deveu-se a uma nova operação policial para deter um membro do Comando Vermelho que acabou por fugir.
O topo daquele morro tem um fluxo denso de turistas, principalmente nas primeiras horas da manhã, para ver o nascer do sol. Perante a troca de tiros em vários pontos do Vidigal, onde começa a subida para o miradouro, os turistas viram-se impedidos de descer.
Ainda não foi possível apurar as nacionalidades de todos aqueles que ficaram presos no Morro Dois Irmãos, mas a G1 Globo falou com duas irmãs portuguesas, de Coimbra, que, depois da descida, detalharam a situação. “Os guias pediram para nos sentarmos e começámos a ouvir tiros”, disse Matilde Oliveira que, apesar do susto, explicou que “estava controlado dentro do possível”.
No Rio de Janeiro, uma operação na comunidade do Vidigal deixa turistas ilhados no alto do Morro Dois Irmãos. A Polícia Civil realiza buscas para prender lideranças do Comando Vermelho. A trilha para o famoso ponto turístico do Rio começa no alto do Vidigal, e os turistas que… pic.twitter.com/WHcez8rgZJ
— GloboNews (@GloboNews) April 20, 2026
Segundo acrescenta o mesmo site, a descida só foi facilitada pelos guias depois da autorização das autoridades. O incidente foi controlado logo ao início da manhã (cerca das 7h20 locais, 11h20 em Lisboa), sem registo de feridos e com a reabertura da Avenida Niemeyer, que tinha sido cortada pelos membros do Comando com recurso a um autocarro.
O alvo da operação era, segundo a TV Globo, Ednaldo Pereira Souza, um cabecilha do tráfico de droga associado ao Comando Vermelho, e que fugiu da prisão da Baía em 2024. O fugitivo estaria escondido na favela da Rocinha, mas segundo informação recolhida pelo Ministério Público baiano e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, teria ido para o bairro do Vidigal onde organizava uma festa com família e amigos. É alvo de oito mandados por ser acusado de crimes como homicídio, corrupção e tráfico de droga. Além disso, crê-se ter sido o responsável pela fuga de outros 16 presos.
Pereira Souza terá sido avisado da operação e conseguiu fugir, deixando a mulher e filhos para trás. No entanto, segundo a CBN, acabou por ser detida, Núria Santos Oliveira, uma das maiores responsáveis financeiras pela operação de tráfico da facção do Comando Vermelho na Baía.
O consulado-geral português no Rio de Janeiro não foi contactado acerca deste incidente e, por isso, não é possível confirmar quantos portugueses estariam entre os turistas, segundo apurou o PÚBLICO junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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