FBI investiga mortes e desaparecimentos de cientistas nos EUA, incluindo do português Nuno Loureiro

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O FBI anunciou nesta terça-feira a abertura de uma investigação alargada às mortes e desaparecimentos de pelo menos dez cientistas e funcionários ligados a a segredos nucleares e à tecnologia de foguetões dos Estados Unidos. Entre os casos referidos está a morte do físico português Nuno Loureiro.

O anúncio surgiu depois de a Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes ter enviado cartas a várias agências governamentais a exigir informações sobre estes casos de pessoas ligadas a áreas sensíveis que “morreram ou desapareceram misteriosamente nos últimos anos”.

O pedido de informação foi assinado pelo presidente da comissão, o republicano James Comer, e pelo presidente da subcomissão para o Crescimento Económico, Política Energética e Assuntos Regulatórios, Eric Burlison. Na nota divulgada, classificam os casos como uma possível “ameaça grave à segurança nacional e a elementos norte-americanos com acesso a segredos científicos”.

Um dos casos enumerados é o da morte de Nuno Loureiro, o físico de 47 anos que dirigia o Centro de Ciência e Fusão de Plasma do MIT e que era uma das figuras mais proeminentes da investigação em fusão nuclear a nível mundial.

Nuno Loureiro foi baleado à porta de casa, em Brookline, no dia 17 de Dezembro de 2025. Dias depois, as autoridades acabaram por identificar outro português, Cláudio Neves Valente, de 48 anos, como suspeito do assassínio — assim como de um ataque a tiro, que matou duas pessoas e feriu outras nove na Universidade Brown, onde fora estudante.

Os restantes casos investigados abrangem um período de quase três anos. O primeiro identificado foi Michael David Hicks, cientista da NASA que estudou cometas e asteróides no Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL, na sigla inglesa): morreu em Julho de 2023, sem que a causa do óbito fosse divulgada. Do mesmo laboratório, registou-se um ano depois a morte do físico Frank Maiwald, também sem causa anunciada, escreve o Los Angeles Times.

Em Junho de 2025, a cientista de materiais Monica Jacinto Reza desapareceu durante uma caminhada nas montanhas de San Gabriel, na Califórnia.

A lista inclui o astrofísico Carl Grillmair, baleado fatalmente no alpendre de casa em Fevereiro deste ano; um general reformado da Força Aérea, desaparecido em Albuquerque, no Novo México; e dois funcionários do Laboratório Nacional de Los Alamos, no mesmo estado, entre outros casos.

Não há indícios de que este conjunto de mortes e desaparecimentos esteja relacionado de alguma forma. Sobre os casos que envolveram trabalhadores do JPL, a NASA sublinhou que “nada relacionado com a agência indica uma ameaça à segurança nacional”.

Admitindo que, quando soube do tema, julgou parecer “uma espécie de teoria da conspiração maluca”, Comer sublinhou a importância da investigação devido à relevância das pessoas mortas ou desaparecidas.

“Sabemos que há muitos países em todo o mundo que adorariam ter o nosso conhecimento e as nossas capacidades nucleares. E estas são as pessoas que estiveram na vanguarda desse trabalho, e agora estão mortas ou desaparecidas”, disse o congressista em declarações à Fox News.

Na semana passada, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado dos casos e descreveu-os como “matéria séria”. “Espero que seja aleatório, mas saberemos em semana e meia”, disse aos jornalistas.

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