Trump diz que “não ficou preocupado” quando soube de tiros em jantar de gala

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O atirador que invadiu o hotel de Washington onde, na noite de sábado, decorria o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, e parecia ter como alvo altas figuras da Administração norte-americana, incluindo o Presidente Donald Trump, deverá ser nesta segunda-feira, 27 de Abril, formalmente acusado de agressão a um agente federal e de porte de arma de fogo durante um crime violento.

O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, disse que as conclusões “preliminares” sugerem que o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, da zona de Torrance, Califórnia, tinha como alvo membros do governo Trump e que o próprio Trump era um alvo “provável”. Blanche disse ainda que “outras acusações serão apresentadas posteriormente”.

O homem está detido numa esquadra do Departamento de Polícia Metropolitana no noroeste de Washington, D.C., e será transferido ainda nesta segunda-feira para um centro de detenção no sudeste da capital.

Trump afirmou neste domingo, 26 de Abril, que “não estava preocupado” quando soube dos tiros que fizeram com que fosse retirado do evento em Washington. “Não estava preocupado. Compreendo a vida. Vivemos num mundo louco”, afirmou Trump, numa entrevista ao programa 60 Minutes (60 minutos) da emissora norte-americana CBS.

O dirigente norte-americano comentou ainda a reacção da primeira-dama, Melania Trump, que se encontrava também na mesa presidencial quando se ouviram os tiros. O republicano afirmou que a primeira-dama “parecia muito incomodada com o que acabara de acontecer” e que é uma mulher “muito forte e inteligente”. “Eu já passei por isto algumas vezes, mas ela, a este nível, não. Ela lidou muito bem com a situação”, referiu.

Trump irritou-se com a jornalista que o entrevistou, Norah O’Donnell, quando esta leu parte do manifesto escrito por Cole Allen, o homem que, armado com uma espingarda e facas, terá tentado atacar Trump e outros membros do gabinete do líder dos EUA.

O’Donnell leu: “Já não estou disposto a permitir que um pedófilo, violador e traidor suje as minhas mãos com os seus crimes”, um trecho que aparentemente faz referência a Trump e ao suposto envolvimento no caso do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que foi encontrado sem vida na prisão em 2019.

“Estava à espera que lesses isso, porque sabia que o farias, porque vocês são pessoas horríveis”, disse Trump. “Eu não sou um violador. Não violei ninguém. Não sou um pedófilo. Leste esse lixo escrito por uma pessoa doente. Associaram-me a coisas que nada têm a ver comigo. Fui totalmente ilibado.”

A motivação para a tentativa de homicídio é ainda pouco clara. O suspeito terá viajado da Califórnia, onde vive, para a capital federal na véspera do jantar e reservou um quarto no hotel onde decorreu o evento. Segundo o seu perfil no LinkedIn, Allen apresenta-se como programador de videojogos, engenheiro mecânico e professor, tendo terminado em 2025 um mestrado em Ciências Computacionais na Universidade Estadual da Califórnia. Antes disso, estudou Engenharia Mecânica no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), uma instituição altamente conceituada.

Após ser detido por agentes de segurança dentro do hotel Washington Hilton, disse às autoridades que queria atingir funcionários do governo Trump, segundo duas fontes da CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos.

Pouco depois, Trump publicou, na Truth Social, uma fotografia que mostrava um homem em tronco nu deitado no chão, com as mãos algemadas atrás das costas e rodeado por agentes dos Serviços Secretos. O Presidente disse à Fox News que o homem “guardava muito ódio no coração há algum tempo” e que a sua família sabia que tinha “problemas”. Acrescentou que o suspeito tinha um “manifesto” e sugeriu que era “fortemente anticristão”, embora não se saiba em que dados o Presidente norte-americano se terá suportado.

Quando questionado se o incidente, que ocorreu durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, irá melhorar a relação tensa com a imprensa, o republicano sublinhou que mantém muitas divergências com os meios de comunicação.

“Não concordamos em muitos assuntos, estamos a falar de criminalidade. Sou muito firme no que diz respeito à criminalidade. Parece que a imprensa não o é. Não é tanto a imprensa. É a imprensa e os democratas, porque são quase a mesma coisa”, explicou Trump, que insistiu querer voltar a realizar o jantar dentro de 30 dias. Um evento que terá “ainda mais segurança”, garantiu.

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