Dois ataques israelitas contra o mesmo edifício numa cidade do Sul do Líbano mataram cinco pessoas esta terça-feira, incluindo três socorristas que foram ajudar os feridos no ataque inicial, informou o Ministério da Saúde libanês. Também nesta terça-feira, ataques israelitas mataram cinco pessoas na Faixa de Gaza, incluindo um rapaz de 9 anos.
Um porta-voz da Defesa Civil libanesa, uma força de salvamento estatal, disse à Reuters que os três socorristas ficaram presos sob os escombros do segundo ataque israelita à cidade de Majdal Zoun, tendo sido posteriormente confirmada a sua morte. Dois soldados libaneses também ficaram feridos no segundo ataque israelita.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou os ataques como “um novo e flagrante crime de guerra cometido por Israel”.
Mais de 2500 pessoas foram mortas em ataques israelitas em todo o Líbano desde 2 de Março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irão, disparou contra posições israelitas e desencadeou uma vasta campanha aérea e terrestre israelita. O número de vítimas inclui mais de uma centena de médicos, bem como mais de 270 mulheres e mais de 170 crianças, havendo ainda vários jornalistas entre as vítimas mortais.
O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, acordado entre Israel e o Líbano, conduziu a uma redução das hostilidades, mas Israel e o Hezbollah continuam a confrontar-se, sobretudo no Sul do país, acusando-se mutuamente de violações ao cessar-fogo.
A apanhar papelão
Em Gaza, um drone israelita matou uma criança, Adel Al-Najjar, na zona oriental de Khan Younis, no Sul do enclave, enquanto um ataque aéreo israelita visou um veículo na cidade de Gaza, matando quatro pessoas.
Relativamente ao ataque em Khan Younis, as Forças Armadas israelitas afirmaram ter visado um indivíduo que constituía uma ameaça para as tropas israelitas ao aproximar-se da “linha amarela”, que delimita a parte de Gaza ocupada por Israel. Não foram apresentadas provas de que o indivíduo tivesse representado uma ameaça. Quanto ao ataque na cidade de Gaza, a justificação foi a de que tinha como alvo um “terrorista”, mas também não foram apresentadas provas.
Na morgue do Hospital Nasser, os familiares chegaram para se despedirem do pequeno corpo de Najjar, envolto num lençol branco. As mulheres choravam ao lado do corpo, que estava numa maca médica no chão, e os homens fizeram uma oração especial antes de o levarem para o cemitério para ser enterrado.
O rapaz estava a recolher papelão que a família utiliza para cozinhar, segundo os familiares. Não há electricidade em Gaza desde o intensificar da guerra, em Outubro de 2023, e os palestinianos queixam-se das restrições israelitas à entrada de gás de cozinha. “Não temos gás. Recolhemos cartão para cozer, eles querem comer, querem beber”, disse um dos familiares do rapaz, Sabreen Al-Najjar.
A violência em Gaza tem persistido apesar do cessar-fogo de Outubro de 2025, com Israel a realizar ataques quase diários contra os palestinianos. Pelo menos 800 pessoas foram mortas desde que o cessar-fogo entrou em vigor, segundo os médicos locais, enquanto Israel afirma que os ataques de jihadistas mataram quatro dos seus soldados durante o mesmo período.
“Não é vergonhoso o que nos está a acontecer? Não é vergonhoso que enterremos os nossos filhos todos os dias, mesmo à nossa frente? Não é vergonhoso? Juro por Deus, temos o coração despedaçado por estas crianças”, desabafou outro familiar, Suhaib Al-Najjar, na morgue.
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