Amazon vai fazer entrevistas de emprego com IA para acelerar contratações em massa

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A Amazon, que todos os anos contrata centenas de milhares de trabalhadores para o período das festas de fim de ano, apresentou na terça-feira, 28 de Abril, um novo software destinado a acelerar o processo, eliminando uma parte considerável do elemento humano: a entrevista de emprego presencial.

A empresa sediada em Seattle também apresentou uma nova filosofia de design de inteligência artificial (IA), chamada “humorfismo”, que, segundo a Amazon, ajuda a humanizar a IA e “se adapta à forma como os humanos trabalham, e não o contrário”.

As novidades foram anunciadas num evento onde o CEO da Amazon Web Services, Matt Garman, bem como executivos da OpenAI, eram esperados. Em Fevereiro, a Amazon avançou que investiria até 50 mil milhões de dólares na OpenAI e a Microsoft anunciou na segunda-feira que iria perder o acesso exclusivo a algumas das tecnologias da OpenAI, abrindo caminho para que a criadora do ChatGPT venda os seus produtos a terceiros.

Um dos focos do evento foi o software autónomo de inteligência artificial, conhecido como “agentes”, que pode executar processos com pouca ou nenhuma intervenção humana. Espera-se que estes agentes possam planear, decidir e agir por conta própria, uma área em rápido crescimento que também gera preocupações com a segurança e a supervisão.

O novo software da Amazon, o Connect Talent, tem como objectivo ajudar as empresas a encontrar, seleccionar e recrutar trabalhadores em larga escala em períodos específicos do ano, como no sector de retalho durante o pico da temporada de vendas de fim de ano. Utilizando inteligência artificial, o Connect Talent pode conduzir entrevistas 24 horas por dia e preparar anotações para os recrutadores, tudo sem intervenção humana.

No ano passado, a Amazon contratou cerca de 250 mil trabalhadores temporários para o período que antecedeu as festas de fim de ano.

Colleen Aubrey, vice-presidente sénior de soluções de IA da Amazon Web Services, afirmou que os candidatos saberão que estão a ser avaliados por IA e reconheceu que o sistema ainda está a ser aprimorado para soar mais “convincentemente humano”. “A experiência continua a melhorar a cada interacção”, disse, numa entrevista colectiva com a Reuters antes do evento. “Há uma certa arte em tornar essa interacção por voz natural e humana.”

A filosofia de “humorfismo” da Amazon é uma tentativa de humanizar a IA, disse Aubrey, mesmo que a ampla adopção da tecnologia tenha gerado preocupações de que esta possa levar ao fim de centenas de postos de trabalho. A própria Amazon admite que alguns dos cerca de 30 mil cortes de postos corporativos que fez desde Outubro só foram possível com os resultados de eficiência obtidos com a utilização de IA.

“Como traduzimos os comportamentos humanos de trabalho em equipa num produto?”, questionou Aubrey, referindo-se à IA. “É isso que procuramos”.

Na terça-feira, a empresa também apresentou um novo produto chamado Connect Decisions, capaz de analisar e compilar dados para planeamento de cadeias de abastecimento e compras, baseado na própria experiência da Amazon. Com o Connect Decisions, as empresas poderão “ter a IA a realizar esse trabalho nos bastidores e fornecer ao planeador os dados de que ele precisa”, disse.

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