O Sporting, como o conhecemos durante boa parte desta época, deixou de existir. Nesta quarta-feira, em jogo para acertar calendário, o Sporting deixou-se empatar com o Tondela (2-2) depois de ter estado a ganhar por dois até aos 90′. Numa época em que nunca conseguiu ganhar aos dois primeiros (FC Porto e Benfica), os “leões” não conseguiram, em jornadas consecutivas, ganhar ao último (AFS) e ao penúltimo (Tondela).
Este não era um jogo inconsequente para acertar calendário. O Sporting, já sem pensar na renovação do título, ainda tem uma hipótese bastante razoável de chegar ao segundo lugar. Mas o Tondela precisa de pontos para não descer de divisão. Mais responsabilidades ofensivas teriam os “leões”, mas a equipa de Rui Borges, por mais que o técnico tente agora (talvez demasiado tarde) fazer rotação para combater o desgaste, está cansada, de pernas e de cabeça. Como que a pensar que, se não dá para chegar ao primeiro lugar, o segundo não interessa.
Depois dos cinco pontos perdidos nos dois últimos jogos (derrota com o Benfica, empate com o AFS), a vitória era um imperativo para o Sporting, assim como era um imperativo para o Tondela conquistar nem que fosse um ponto, para estar melhor posicionado antes do duelo com o Casa Pia na próxima jornada. Borges deixou homens como Diomande e Trincão no banco, dando a titularidade a Quaresma e Quenda, mas isso pouco fez por dar essa urgência do golo. Não havia energia. O Tondela, equipa de pura organização defensiva, agradecia.
O Sporting é uma equipa a jogar abaixo das suas possibilidades, e isso é visível no colectivo e nas individualidades – uma alimenta-se da outra. Se não há pernas, as coisas acontecem mais devagar, os erros são mais frequentes. Havia domínio, mas era inconsequente e apenas ocasionalmente perigoso, a justificar vantagem pelo que ia fazendo, mas o Tondela também a merecer o nulo pelo que estava a fazer – era uma sólida parede negra que se contentava a ficar imóvel em frente à sua baliza.
Na primeira parte, o Sporting teve quatro aproximações perigosas à baliza. Aos 10’, um bom lançamento de Debast para Geny Catamo na direita, o moçambicano distribuiu para o meio e Pedro Gonçalves chegou atrasado. Aos 20’, foi Quenda a desequilibrar na esquerda e deixou para Maxi, mas o guarda-redes Bernardo Fontes defendeu o remate do uruguaio. O guardião brasileiro do Tondela voltou a brilhar aos 32’ num remate de Suárez após jogada de Geny, e o colombiano voltou a não acertar na baliza aos 34’ depois de um excelente passe picado de Morita.
Depois de uma primeira parte pouco intensa para aquilo que estava em jogo, o jogo continuou no mesmo registo na segunda metade. O Sporting demorou dez minutos até criar perigo, com um remate de Pedro Gonçalves aos 56’, a que Bernardo Fontes se opôs bem. Não satisfeito com o pouco que a sua equipa estava a fazer, Rui Borges injectou alguma energia na equipa, com as entradas de Blopa e Trincão (saíram Vagiannidis e Quenda), e os efeitos foram quase imediatos.
Blopa, o jovem da formação que entrou para jogar na direita, foi um dos grandes catalisadores do crescimento “leonino” no jogo, e foi por ali que o Sporting entrou. Aos 62’, Catamo jogou para Blopa, este fez o cruzamento e Suárez, oportuno, fez o 1-0 – 34.º golo da época para o colombiano e o fim da seca de oito jogos consecutivos sem marcar. Justo para o Sporting, que estava a jogar bem melhor na segunda parte.
A missão dos “leões” seria agora construir sobre essa vantagem e não ficar à mercê de um Tondela que, literalmente, não tinha nada a perder. Aos 78’, o Sporting chegou à área do Tondela com números, Trincão deu o toque perfeito na direcção de Geny, o moçambicano tentou o remate que tinha a baliza como destino. João Silva, central que fez parte da formação no Sporting, “roubou” o golo a Geny, empurrando a bola para a própria baliza.
Mas a tranquilidade não é coisa que exista em grandes quantidades em Alvalade. Em cima dos 90′, Kochorashvilli fez penálti sobre Hugo Félix, Makan Aiko foi o marcador e Rui Silva defendeu. No canto, o Tondela fez o 2-1, num golo de Cícero. E ainda havia mais dois minutos para jogar. O Tondela teve mais um canto. E marcou. Cícero a elevar-se e a fazer o 2-2. O Sporting não ganhou aos primeiros, nem ganhou aos últimos.
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