Na terça-feira de Liga dos Campeões, o PSG-Bayern foi tudo o que um jogo de futebol deve ser: dramático, dinâmico, artístico, descomplexado e, sobretudo, capaz de entreter. Para esta quarta-feira europeia todos sabiam que o guião seria outro quando entrassem em campo o Atlético de Madrid e o Arsenal (1-1).
O perfil das equipas já o sugeria e a impossibilidade de igualarem a loucura de Paris faria o resto. Mas, apesar desse “chá morno” em Madrid, é relevante dizer que não foi a noite totalmente burocrática que talvez muitos esperassem.
É certo que foi um empate decidido da marca de penálti, mas a maior capacidade do Atlético para criar lances de perigo na segunda parte deu ao jogo alguns motivos de interesse. O Arsenal foi resistindo, parecendo confortável com o empate – a ideia seria sobreviver e levar a eliminatória para Londres.
Penálti de Odegaard
O Arsenal levou a este jogo a já habitual ideia de ter quatro centrais em campo e também a pouco surpreendente capacidade de ter posses de bola prolongadas – mesmo que inócuas.
A equipa conseguia adormecer o jogo com alguma facilidade, sobretudo quando Odegaard baixava para ajudar na construção – criava superioridade na zona central, contra dois médios do Atlético.
Mas o domínio era alternado. Quando perdia a bola, o Arsenal baixava as linhas e era a vez de o Atlético ter alguns minutos de posse – mesmo que também pouco vertical.
Apesar de um ou outro lance de perigo, o jogo estava globalmente “morno”, como se esperava que fosse. Só um penálti sofrido e convertido por Gyokeres, aos 44’, adicionou qualquer coisa extra ao jogo.
Na segunda parte a partida foi diferente. O Atlético trouxe da cabine maior energia e, sobretudo, predisposição para pressionar uns bons metros à frente, impedindo o Arsenal de ter bola – e a saída de Odegaard também não ajudou.
Os espanhóis sufocaram o Arsenal e conseguiram encontrar caminhos para a baliza uma e outra vez – Álvarez, Lookman (duas vezes) e Griezmann estiveram perto do golo. O empate chegou também de penálti (marcou Julian Álvarez), mas o Atlético estava a fazer o suficiente para bem mais do que isso.
Llorente decisivo
A entrada de Le Normand ao intervalo adiantou Llorente para a posição de ala-direito e isso deu maior capacidade à equipa para igualar os duelos na zona central e as segundas bolas – Giuliano Simeone, apesar da agressividade, jogou bastante mais colado à linha e comprometia-se apenas com o lateral.
Também em posse a presença de Llorente era um factor novo, já que conseguia pisar terrenos interiores e não só dar linhas de passe mais confortáveis como retirar as referências de marcação mais óbvias que existiam na primeira parte.
Os níveis de intensidade também pareciam ser outros, com muitos duelos ganhos pelos espanhóis. E percebia-se que o Arsenal estava confortável com o empate, já que a equipa não parecia fazer questão de atacar, preferindo resolver a questão em Londres.
Já no último quarto de hora pairou em Madrid a possibilidade de um bizarro triunfo do Arsenal. Um terceiro penálti foi assinalado pelo árbitro, novamente a favor dos ingleses, mas a acção do VAR permitiu que a decisão fosse revertida, depois da falta inicialmente assinalada sobre Eze.
Nesta fase da partida já se notava algum desgaste no Atlético, que tinha voltado do intervalo com uma intensidade brutal. Os jogadores já começavam a chegar atrasados aos duelos, já demoravam a recuperar a posição defensiva e falhavam gestos técnicos aparentemente fáceis.
O Arsenal acabou por se instalar no meio-campo ofensivo, mesmo que sem especial ímpeto de ataque – o 5x3x2 do Atlético vedava bem os caminhos, já que conseguia ter defesa larga e uma espécie de “funil” que tapava também o corredor central.
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