Carneiro acusa Montenegro de estar “desligado da realidade” sobre aumento do custo de vida

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José Luís Carneiro chegou com meia hora de atraso à primeira reunião da nova Comissão Política Nacional do PS, mas com a mensagem bem estudada: atirar ao Governo e ao primeiro-ministro. Além de acusar Luís Montenegro de estar “desligado da realidade” sobre o impacto da inflação na vida dos cidadãos, o secretário-geral socialista mirou ao PTRR – um dos temas que trouxe para análise política –, falando em medidas de marketing.

Depois de o primeiro-ministro ter afirmado a sua “empatia” sobre “o que é viver com o aumento do custo de vida” e das perspectivas ameaçadoras para o futuro, o líder socialista pegou nos dados revelados pela síntese de execução orçamental para desmontar o argumento.

Carneiro, citando o documento, realçou que “os portugueses pagaram, nestes três primeiros meses de 2026, mais 36,6 milhões de euros de imposto sobre os combustíveis (ISP)” e vê aí a “prova dos nove” que devia “fazer soar campainhas de alarme no Governo”. “Fustigar as famílias e empresas com a carga fiscal e com o aumento dos impostos sobre os combustíveis”, foi outra das expressões que utilizou.

Mirando ao primeiro-ministro, o socialista afirmou que este executivo “chega tarde, responde mal ou responde de forma insuficiente” aos cidadãos e às empresas. “Pior do que isso, é o primeiro-ministro não mostrar sensibilidade para compreender as dificuldades que as pessoas estão a passar”. Ou seja, Montenegro está “desligado da realidade”.

Como também está no PTRR. Para o secretário-geral do PS, este plano do Governo é uma estratégia de marketing e em que “dois terços” correspondem a “medidas que já estavam dispersas e em curso em vários ministérios, algumas delas até dos governos do Partido Socialista”.

Mais uma vez, Carneiro socorreu-se de números para apontar às falhas do executivo: “Leiria diagnosticou 193 milhões de euros de prejuízos e, até agora, apenas recebeu apoios no valor de 6% sobre estes valores.” Sobre a Marinha Grande, o socialista diz que chegaram apoios para apenas 77 de mais de 3300 habitações afectadas pelas tempestades do início do ano. E é sobre isto que Carneiro quer ouvir os membros da sua comissão política.

Reforma laboral

Um dia depois de o primeiro-ministro, no debate quinzenal, ter fechado a sua intervenção a dizer que o país “não vai acabar” se não houver reforma laboral, José Luís Carneiro prefere guardar o tema para as suas intervenções deste 1º. de Maio.

“Julgo que o Governo já teve teimosia demais”, atirou apenas, notando que quer guardar o tema do trabalho e da reforma laboral para discutir quando for ao encontro das iniciativas das centrais sindicais a propósito do Dia do Trabalhador.

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