Depois de, logo de manhã ter confirmado a convocação de uma greve geral para 3 de Junho, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, fechou as celebrações do 1.º de Maio com um apelo à UGT e a todos os sindicatos para se juntarem à greve contra o pacote laboral do Governo.
“Todos juntos vamos realizar uma grande greve geral no próximo do 3 de Junho”, afirmou esta sexta-feira, perante os “milhares de trabalhadores” que se concentraram na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.
“A CGTP apela à convergência de todas as estruturas dos trabalhadores” desafiou, depois de recordar a greve geral de 11 de Dezembro, que juntou a CGTP e a UGT.
Daniel Rocha
Na intervenção, Tiago Oliveira acusou o Governo de fazer “um dos maiores ataques de sempre aos trabalhadores”, e alertou que o pacote laboral é “um autêntico retrocesso” apresentado “como se de avanços se tratassem”.
O líder da CGTP enunciou os ponto que considera mais problemáticos: a contratação a prazo dos jovens à procura do primeiro emprego, a possibilidade de as empresas recorrerem ao outsourcing após um despedimento, os limites à reintegração após despedimento ilícito, o alargamento dos sectores com serviços mínimos em caso de greve, o banco de horas individual e os limites à entrada dos sindicatos nas empresas onde não há filiados.
“É isto que interessa aos trabalhadores? É isto que vai impulsionar a vida de quem trabalha? É isto que vai dar estabilidade a quem trabalha? É isto que vai permitir uma vida diferente a quem trabalha? É isto que permite ao País desenvolver-se?”, questionou.
“A UGT não cedeu. A UGT não vai ceder”
Em Oeiras, também esta tarde, o secretário-geral da UGT garantia que não vai ceder perante as “traves mestras” do Governo na reforma laboral e colocou a responsabilidade pelo resultado das negociações no executivo.
Durante o discurso do 1.º de Maio na festa dos trabalhadores organizada pela central no Centro Desportivo do Jamor, em Oeiras, Mário Mourão disse, sem nomear, que procuraram dividir a UGT, mas que a organização está hoje mais unida do que nunca. “Foi unidos que dissemos um ‘rotundo não’ ao anteprojeto [de reforma laboral do Governo] em Julho do ano passado. Foi unidos que dissemos que íamos para a greve geral. E foi unidos que recusámos agora um anteprojeto que não evoluiu nas matérias fundamentais”, disse.
“A UGT não cedeu. A UGT não vai ceder perante aquilo que são as traves mestras do Governo”, disse, arrancando uma salva de palmas dos trabalhadores que assistiam.
Sem dizer se a UGT irá aderir à greve geral convocada pela CGTP, Mário Mourão lembrou o passado recente, referindo duas vezes a greve de 11 Dezembro passado e afirmando que foi unida que a UGT participou nessa acção de luta.
“Quero deixar aqui uma mensagem muito clara a quem tentou enfraquecer a nossa central. Falhou! Falhou!”, criticou. Mourão continuou dizendo que “falharam as tentativas de dividir a UGT” – e falharam porque, disse, “não entenderam a essência da central, que “continuará a ser uma instituição de sindicalistas e não de militantes partidários como querem fazer crer”.
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