O nome “Michael”, como qualquer rabino impaciente consegue explicar, deriva de uma interrogação hebraica — מי כאל (mī kāʼēl), “Quem é como El?” ou “Quem é semelhante a Deus?” — à qual só há uma única resposta. A pergunta, aliás, nem sequer espera a resposta, porque o próprio acto de perguntar já se reveste com uma aridez teológica sem remédio: não há ninguém como Deus, e portanto chamar-se Michael é carregar, do berço até à cova, a obrigação metafísica de não ser ninguém, ou pelo menos de não ser ninguém em particular, sob pena de competir com o inefável e perder por falta de comparência.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com









