Brasileiro da flotilha humanitária para Gaza, detido por Israel, denuncia ter sido torturado

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O activista brasileiro Thiago Ávila, detido pelas forças israelitas na flotilha da Global Smud que se dirigia para Gaza e foi interceptada em alto-mar, disse aos membros do consulado brasileiro que o visitaram na prisão “ter sido sujeito a tortura, espancamentos e maus tratos” por parte das autoridades de Israel. Ávila, que viu este domingo o seu julgamento, junto com o hispano-sueco de origem palestiniana Saif Abukeshek, ser adiado para terça-feira, mostrava “ferimentos visíveis na face” e “relatou dores intensas, principalmente no ombro”.

A informação foi avançada em comunicado pela Global Smud que acusa Israel de colonialismo por manter os activistas detidos ilegalmente na prisão de Shikma, na cidade costeira de Ashkelon, e prolongar essa ilegalidade por mais dois dias. Dos 180 detidos na flotilha, Ávila e Abukeshek são os últimos que Israel mantém sob custódia.

O activista brasileiro chegou a ser examinado por um médico para avaliar dos seus ferimentos, mas não recebeu os cuidados adequados, denuncia ainda a Global Smud. Tanto Ávila como Abukeshek estão em greve de fome como forma de protesto contra o sequestro de que estão a ser alvo por parte das autoridades israelitas que ainda não lhes disseram a razão pela qual estão detidos.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, acusou Israel, no X, de voltar a “violar a legalidade internacional” depois de “assaltar” uma embarcação civil e em “águas que não lhe pertencem”. E exigiu à União Europeia que aja em conformidade e “suspenda já o acordo de associação” com Israel e ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “que cumpra a lei dos nossos mares”.

No sábado, num comício perto de Málaga, Sánchez qualificou a detenção de Abukeshek de “sequestro ilegal”, acusou o Governo israelita de violar o direito internacional e humanitário e assegurou que Espanha “protegerá sempre os seus cidadãos”.

Também no sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, afirmou que a detenção de Abukeshek foi “ilegal” e que deverá ser libertado “imediatamente”.

“Estamos a lidar com uma detenção ilegal em águas internacionais, fora da jurisdição das autoridades israelitas e, por isso, Saif Abukeshek deve ser libertado imediatamente para que possa regressar a Espanha”, disse Albares à rádio Rac1, da Catalunha.

O Ministério Público acusa, embora não formalmente, Abukeshek e Ávila de “colaborar com o inimigo em tempo de guerra, contactar com um agente estrangeiro, pertença a uma organização terrorista e de transferir bens para uma organização terrorista”, neste caso o Hamas, refere a organização não-governamental Adalah, que se encarrega da assessoria legal dos activistas, citada pela Europa Press.

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