Gato encontrado dentro de um balde de cola sobrevive e é adoptado

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Os veterinários tiveram pouco tempo para pensar como é que o gato que deu entrada no abrigo animal no Texas tinha ficado coberto de cola branca. A cola endurecera em torno dos olhos e da boca, restringindo-lhe a capacidade de respirar, comer e beber. Sem tratamento imediato, o animal provavelmente teria morrido.

A equipa médica do Texas tentou — sem sucesso — limpar o gato com azeite e detergente da loiça. Contudo, os veterinários conseguiram remover a cola ao mergulharem o gatinho em quase oito litros de óleo de canola.

Após horas de limpeza, surgiu o pêlo cinzento e branco do animal. Os funcionários do abrigo chamaram-lhe Elmer, em homenagem à marca de cola. O abrigo partilhou a história de Elmer nas redes sociais em meados de Abril, levando centenas de pessoas a manifestarem interesse em adoptá-lo.

Os últimos vestígios de cola seca — na pata esquerda — foram removidos no final de Abril. Na quarta-feira, Elmer, que pesa cerca de 1,1 quilos, encontrou um novo lar junto de uma voluntária que o acolhera temporariamente durante a recuperação. Leah Owens, de 72 anos, afirmou que Elmer a confortou após a morte do marido, Roger, em Outubro, vítima de mieloma múltiplo, um tipo de cancro do sangue.

“Preencheu esse vazio”, disse Owens ao The Washington Post, “e trouxe-me muita alegria, muita felicidade”.

O gato percorreu um longo caminho desde 31 de Março, quando alguém o encontrou num balde de cola e o levou para a Humane Society of North Texas, em Fort Worth. Não é claro se Elmer caiu no balde ou se foi ali posto por alguém.

Os veterinários administraram líquidos através de uma seringa. Caso não conseguissem remover rapidamente a cola, poderiam ter sido obrigados a proceder à eutanásia antes que ele sufocasse, explicou Misty Mendes, directora de medicina do abrigo. “Se aquele bom samaritano não tivesse aparecido”, afirmou Mendes, “provavelmente teria morrido em poucos minutos”.

Quando outros líquidos falharam, um funcionário do abrigo correu para comprar óleo de canola, que os veterinários massajaram no pêlo de Elmer. O gato reagiu positivamente à medida que a cola era removida.

Após horas de limpeza, os veterinários envolveram o gatinho em gaze, permitindo que o óleo penetrasse no pêlo, e colocaram uma protecção de espuma em torno do pescoço para impedir que lambesse os resíduos de cola. No dia seguinte, voltaram a mergulhá-lo em óleo e deram-lhe vários banhos até a maior parte da cola desaparecer. Nos dias seguintes, Elmer encostava suavemente a cabeça às pernas dos funcionários, como se pedisse mais massagens.

“Para ele, todos os dias parecem um dia de spa”, disse Cassie Davidson, porta-voz do abrigo. O abrigo procurou voluntários que pudessem acolher temporariamente Elmer e continuar os banhos diários.

DR

No final de Abril, Owens devolveu Elmer ao abrigo para remover os últimos vestígios de cola e para ser esterilizado. O abrigo informou no Facebook que os interessados em adoptá-lo deveriam explicar por correio electrónico as razões do seu pedido.

Owens escreveu a sua mensagem no telemóvel, a partir do parque de estacionamento do abrigo, logo após o deixar. “Quando estiver pronto para adopção, gostaria de ser considerada”, escreveu. “… Fui cuidadora do meu marido durante quase nove anos e o Elmer ocupou muito do meu tempo! Apaixonei-me por ele, é muito especial!”

Quando o abrigo informou Owens, na quarta-feira, de que Elmer seria seu, a mulher chorou. Sorriu ao pegá-lo ao colo e beijou-lhe a cabeça. “Lembras-te de mim, seu malandreco?”, disse, usando a alcunha que lhe deu. “Adoro este pequeno.”

Exclusivo PÚBLICO/ The Washington Post

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