Há um português na tripulação do navio cruzeiro MV Hondius, assistido por Cabo Verde

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Há um cidadão português a bordo do cruzeiro MV Hondius em que morreram pelo menos três pessoas na sequência de síndrome respiratória aguda. Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou ao PÚBLICO que “não há passageiros portugueses, apenas um elemento da tripulação com nacionalidade portuguesa”. O cidadão “encontra-se bem” e o Governo não recebeu, até agora, “qualquer pedido de apoio”.

O navio holandês Hondius entrou nas águas de Cabo Verde neste domingo, 3 de Maio, e as autoridades sanitárias do arquipélago acompanham-no após notificação internacional de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos. A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, de onde partiu em Março, e as ilhas Canárias, em Espanha.

Segundo informação transmitida às autoridades cabo-verdianas, o navio esteve no Atlântico Sul a visitar diversas ilhas para turismo de observação da vida selvagem. A agência, que teve acesso à documentação da empresa, avança que a viagem foi comercializada como uma expedição à Antárctida, com preços que variavam entre os 14 mil e os 22 mil euros. O navio passou pela Antárctica, pelas Ilhas Malvinas e Geórgia do Sul, pelo Arquipélago das Ilhas de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha antes de chegar às águas de Cabo Verde, a 3 de Maio.

Já nesta segunda-feira, 4 de Maio, o Ministério da Saúde de Cabo Verde informou que três pessoas apresentam sintomas, mas estão estáveis. Pelo menos um caso de hantavírus, um grupo de vírus raro, associado sobretudo a roedores, foi confirmado em laboratório, indicou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulação” e, “deste total, três pessoas apresentam sintomas e foram devidamente avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se actualmente clinicamente estáveis”, detalhou o ministério, em comunicado, sobre a situação a bordo.

O barco com pessoas de várias nacionalidades (a maior parte britânica, norte-americana e espanhola) permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoal vestido com fatos de protecção integral. As equipas médicas estão nesta altura a trabalhar para retirar do cruzeiro pelo menos duas das três pessoas com sintomas do hantavírus.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco para a população é baixo, já que a doença não se transmite facilmente entre humanos, mas as autoridades de Cabo Verde afirmaram que não permitiram que o navio MV Hondius atracasse por precaução, com o “objectivo de proteger a saúde pública nacional”.

A operadora do navio, a Oceanwide Expeditions, com sede na Holanda, disse estar a “avaliar a possibilidade de os passageiros serem retirados e examinados” nas ilhas espanholas de Las Palmas e Tenerife”.

Segundo avançou a BBC, duas das vítimas mortais eram um casal holandês. O homem, de 70 anos, morreu a bordo depois de começar a demonstrar sintomas do vírus. Mais tarde, a mulher, de 69 anos, foi transportada com sintomas para a África do Sul, acabando por morrer num hospital em Joanesburgo. A terceira vítima mortal foi um homem de nacionalidade alemã.

Um homem britânico de 69 anos que tinha testado positivo para hantavírus também terá sido transportado para Joanesburgo para receber tratamentos e está, nesta altura, nos cuidados intensivos.

Uma articulação internacional “tem permitido uma resposta célere, segura e tecnicamente adequada, garantindo o acompanhamento clínico dos doentes e a preparação de todas as medidas de precaução necessárias, incluindo uma possível evacuação sanitária por via aérea através de avião ambulância dos pacientes em seguimento”, indicou o Ministério da Saúde de Cabo Verde.

O trabalho está a ser coordenado entre as estruturas de saúde, portuárias, com o suporte da OMS e em ligação com as autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e do Reino Unido, país de origem de pelo menos uma das pessoas afectadas. A OMS avançou que estão em curso investigações e uma resposta internacional coordenada de saúde pública.

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