O Sporting venceu, empatou e continua a perder. Nesta segunda-feira, e quase um mês depois, os “leões” voltaram a saborear uma vitória, com uma goleada de 5-1 sobre o Vitória de Guimarães, e chegaram-se à beira do Benfica na luta pelo segundo lugar (ambos com 76 pontos), mas continua atrás dos “encarnados” pelo desempate no confronto directo. Ainda assim, depois de cinco jogos consecutivos sem vencer, o Sporting ganhou novo fôlego na luta por um lugar na Champions, apesar de já não depender apenas de si. E os vimaranenses, que estavam numa das melhores fases da época, pouca luta deram ao bicampeão.
Depois de um Abril terrível, com semanas consecutivas a ter jogos de três em três dias, em que ficou sem o campeonato e a Liga dos Campeões (manteve-se na Taça), o Sporting finalmente teve algum tempo para descansar e apresentar-se em campo sem parecer estar a arrastar-se. Os níveis de energias superiores foram evidentes, mesmo que os primeiros sinais prometedores tenham sido da formação vimaranense, competente na pressão individual e a mostrar capacidade de aproximação à baliza de Rui Silva – Diogo Sousa deu um primeiro sinal, com remate de longe que morreu nas mãos do guardião “leonino”.
O Vitória ficou-se pelas promessas, o Sporting foi direito ao assunto. Logo aos 9’, um livre picado de Pedro Gonçalves para o lado esquerdo foi na direcção de Suárez, com o colombiano a dar de primeira para Gonçalo Inácio, sem ninguém à sua frente, fazer, de cabeça, o 1-0. Jogada ensaiada e bem executada pelos “leões”, a abrir uma cratera no eixo defensivo da formação minhota, e o segundo golo da época para o central sportinguista, de regresso à equipa depois de dois jogos.
Há mais de um mês que o Sporting não marcava um golo na primeira parte, mas não se ficou por aqui. Pouco depois, aos 23’, o 2-0, numa jogada ao primeiro toque que terminou com um dos melhores momentos da noite. De Morita para Suárez, de Suárez para Trincão, de Trincão para Morita e de Morita para Daniel Bragança. Com o guardião Charles pela frente, o médio fez o chapéu perfeito para o 2-0 – depois de Inácio, mais um dos capitães a marcar, o seu sexto golo a fazer desta a sua época mais goleadora de sempre.
O Vitória até nem estava a ser uma equipa de “autocarro” e até conseguia ter momentos com bola e ter alguma progressão. Mas o seu sector defensivo mostrava demasiadas fragilidades para sustentar outro tipo de ambições neste jogo. E o Sporting conseguiu entrar com facilidade na pequena área vimaranense, como aconteceu aos 32’, com Bragança a tirar três defesas do caminho, antes de perder o duelo com Charles. No minuto seguinte, um erro de avaliação de Rivas deixou Trincão na cara do golo – o remate saiu ao lado. A resposta vimaranense veio do pé esquerdo de Diogo Sousa – remate forte e boa defesa de Rui Silva.
Depois de mais um falhanço de Suárez, o Sporting ainda conseguiu fechar a primeira parte com mais um golo. Grande visão de jogo de Debast, que colocou a bola em Maxi a grande distância e o uruguaio, depois de manobrar na área do Vitória, atirou a contar com o pé direito. Isto era o Sporting a resolver as coisas em meio jogo e a ir de cabeça limpa para a segunda parte.
Tanto assim foi que Rui Borges, para o segundo tempo, abdicou de um dos seus homens mais importantes, Morita, para dar mais minutos a Luís Guilherme, recuando Gonçalves para o meio-campo. Os “leões” não sentiram a ausência do japonês e, aos 61’, chegaram ao 4-0. Mais um central a fazer a diferença no passe, desta vez Inácio a distribuir para Pedro Gonçalves, que, de imediato, fez a bola cruzar-se com a corrida de Suárez e o colombiano, frente ao guardião do Vitória, foi certeiro – 4-0 e o 35.º da época para o “cafetero”, de regresso às boas exibições.
Os “leões” ainda chegariam à mão cheia de golos aos 74’, numa distribuição de Suárez a ver bem o movimento de ruptura de Luís Guilherme – o 31 correu, dobrou o seu adversário e marcou. Depois de tantas quebras físicas e emocionais nos últimos minutos dos últimos jogos, o Sporting estava a fazer a fazer vários favores a si próprio com esta goleada, a não deixar o sofrimento para o fim e a conquistar momentos de tranquilidade que já não tinha há quase um mês. Nem o autogolo de Debast aos 85′, uma distracção do belga que não viu onde estava o seu guarda-redes, deu cabo desta tranquilidade.
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