Tenho duas teses sobre André Ventura. A primeira tese é antiga: ele não acredita em nada. A segunda tese é mais recente: ele pode estar a atingir o limite das suas capacidades – e não dar muito mais do que deu até agora. A ideia peregrina de sugerir ao PSD a aprovação da reforma laboral em troca da diminuição da idade da reforma é uma proposta de tal forma absurda que prova duas coisas: 1) Ventura diz a cada momento aquilo que acha que agrada ao seu eleitorado, sem qualquer preocupação de coerência entre as suas várias propostas (o que demonstra a tese 1). 2) Ventura é incapaz de compatibilizar a sua pulsão populista com a pulsão reformista que o seu próprio eleitorado reclama, conduzindo assim a um absoluto deserto de ideias, onde há gritaria e nada mais (o que demonstra a tese 2).
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