A época do Sp. Braga começou a 24 de Junho do ano passado. Antes de darem os primeiros passos nas competições internacionais, os minhotos entraram de cabeça na segunda pré-eliminatória de acesso à Liga Europa – começou com um empate. Dez meses e 19 jogos depois, a longa caminhada do Sp. Braga pode bem terminar em Istambul com a segunda final europeia da sua história, e está bem encaminhado para o fazer. Nesta quinta-feira (20h, SPTV5), “só” terá de defender, na Alemanha, a vitória por 2-1 que conseguiu em casa frente ao Friburgo graças a um golo no último minuto de Mario Dorgeles.
Numa época em que não conseguiu encurtar distâncias para os três habituais candidatos ao título (está a 28 pontos do já campeão FC Porto e a 19 de Benfica e Sporting), a Liga Europa tem sido, de facto, a grande montra deste Sp. Braga. Em 19 jogos, ganhou 13, empatou quatro e perdeu apenas dois, num percurso em que ganhou, por exemplo, a quatro antigos campeões europeus (Feyenoord, Celtic, Estrela Vermelha e Nottingham Forest). Esta já é a segunda melhor campanha europeia dos minhotos, apenas atrás da de 2010-11, em que chegaram à final da Liga Europa, em Dublin, derrotados pelo FC Porto. Mas ainda pode ser a melhor.
E um jogo com potencial para entrar na história não vai ter um Sp. Braga a jogar para o empate, garante Carlos Vicens, o ex-adjunto de Guardiola que pode chegar a uma final na sua primeira época a “solo”. “Só nos focamos em ir para ganhar. É o jogo 59 e viram como vamos aos jogos. Depois sai melhor ou pior. Os jogos têm momentos em que temos de defender. Os jogadores estão preparados, temos uma oportunidade pela frente para dar a nossa melhor versão”, diz o técnico espanhol.
Vicens está preparado para uma entrada forte do Friburgo: “É uma vantagem mínima de um golo e qualquer detalhe às vezes dá um golo ou tira. Temos de estar muito cientes de que o processo tem de nos levar a tentar ganhar o jogo, a criar mais ocasiões, mas sabendo que vai haver momentos em que vamos ter que sofrer, estar juntos, defender bolas paradas, defender a área, faz parte. Eles têm a energia especial dos adeptos, mas, analisando os jogos do Friburgo, têm uma ideia clara tanto em casa como fora. Eles vão entrar com tudo, vão estar mais presentes em determinadas circunstâncias do jogo, mas não acho que vá fazer o Friburgo diferente do que vimos em Braga.”
Entre os minhotos e a história, está um Friburgo que também luta pela sua própria história – esta é, de longe, a melhor campanha europeia de sempre para o actual 7.º classificado da Bundesliga. A formação germânica fez um percurso quase igual ao Sp. Braga – teve os mesmos pontos (17) e a mesma diferença de golos (+6), mas ficou atrás nos golos marcados (10/11) – e só não teve de passar pelas pré-eliminatórias. Já sem possibilidades de subir lugares no campeonato, esta Liga Europa, para além da possibilidade do título, é a única via aberta para aceder às competições da UEFA em 2026-27.
“Sabemos que quando estamos nas meias-finais de uma competição europeia, defrontamos qualidade, temos de o aceitar, nós e os adeptos. Depois da primeira mão, o Sp. Braga está numa posição ligeiramente melhor do que nós, mas estamos confiantes numa reviravolta em casa”, considera Julian Schuster, treinador do Friburgo desde 2024 e que, na última temporada, conduziu a equipa até ao quinto lugar.
Finalista britânico com treinador ibérico
O vencedor da eliminatória entre Sp. Braga e Friburgo tem garantido um adversário britânico na final com um treinador da Península Ibérica, o Nottingham Forest do português Vítor Pereira ou o Aston Villa de Unai Emery (20h, DAZN1). Duas equipas que já foram campeãs europeias (Forest em 1079 e 1980, o Villa em 1982) a lutarem por um lugar na final de Istambul já com os seus objectivos da época praticamente garantidos – o Forest tem a manutenção na Premier League quase segura, o Villa está perto de fechar um lugar no “top 5”. Do lado da equipa de Birmingham, Emery está mais do que habituado a estas coisas (já ganhou quatro vezes a Liga Europa), Vítor Pereira está bem perto de ter a cereja europeia no topo do bolo da manutenção.
Desde que chegou a Nottingham como quarto treinador da época, o antigo técnico bicampeão pelo FC Porto elevou o Forest a um lugar seguro (16.º, a seis pontos da linha de água), para além de ter chegado às “meias” às custas de duas das suas antigas equipas (Fenerbahçe e FC Porto). E é ele quem está mais perto da final, depois de ter ganho em casa há uma semana por 1-0, golo de Chris Wood na conversão de um penálti. Nada mau para uma equipa que, há um mês, estava a lutar para não descer.
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