Petróleo abaixo dos 100 dólares com “expectativa” de acordo de paz no Irão

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O conflito no Irão continua a dominar a evolução dos mercados financeiros nesta quinta-feira. A esperança num acordo entre os Estados Unidos e o Irão, que permitiria a abertura do estreito de Ormuz, com elevado tráfego comercial, está a reduzir os preços do petróleo, matéria-prima cujo custo está a ter um efeito devastador na economia global.

O petróleo Brent, referência na Europa, para entrega em Julho, recuava estava manhã 2,95%, para 98,28 dólares, quebrando a simbólica barreira dos 100 dólares, e mais longe dos 126 dólares que atingiu na semana passada.

O West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em Julho, de referência nos EUA, baixava 2,70% para 88,77 dólares.

Também o gás natural para entrega a um mês no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 3,08% para 42,551 euros por megawatt-hora (MWh).

Positiva é igualmente a evolução das principais bolsas europeias, embora a queda do preço do petróleo leve a uma correcção nas acções das petrolíferas, que têm registado fortes subidas recentemente, na razão oposta. Perto da abertura, o Stoxx 600 subia 0,17%, para 624,28 pontos. As bolsas de Paris e Frankfurt avançavam 0,67% e 0,28%, bem como as de Madrid e Milão, que subiam 0,18% e 0,16%, respectivamente. Londres era a excepção e descia 0,27%.

A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,31% para 9237,72 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde Junho de 2008 em 9 de Abril (9484,93 pontos). A queda do PSI é explicada, precisamente, pelas acções da Galp, o título com maior peso no índice, e da EDP.

O euro estava em alta e subia 0,14% para 1,1765 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

A meio da manhã, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontavam para ganhos de 0,35% e de 0,28%, respectivamente.

Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, depois de três dias sem cotação devido a feriados, disparou esta quinta-feira 5,58% para um novo máximo acima de 62.000 pontos, impulsionado pelas empresas tecnológicas e pelo optimismo dos investidores em relação ao andamento das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra.

Por sua vez, a bolsa de Xangai ganhou 0,48%, a de Shenzhen subiu 1,18%, e o Hang Seng de Hong Kong, avançava 1,68% pouco antes do final da sessão.

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