O recurso apresentado pelo ex-Presidente francês, Nicolas Sarkozy, no caso do alegado financiamento do regime líbio de Muammar Khadafi à sua campanha presidencial de 2007, que acabou por ganhar, não está a correr como queria. Esta quarta-feira, o Ministério Público não alterou uma vírgula ao seu pedido original: sete anos de prisão, cinco anos de inelegibilidade política e que o ex-Presidente pague uma multa de 300 mil euros.
Foram três dias de audiências finais, num julgamento de recurso que começou em Março, e em que o procurador Rodolphe Juy-Birmann concluiu que Sarkozy devia ser “punido com todo o rigor da lei”, como “qualquer outro arguido”, cita a RTL.
Desta vez, Sarkozy foi descrito como o “instigador” do pacto de corrupção que levou ao suposto financiamento líbio da sua campanha, o homem “sem o qual todas essas reuniões, todas essas transferências de fundos não teriam sentido”, disse Damien Brunet, um dos procuradores, aos juízes.
Os próximos dias deverão ser reservados às alegações finais das equipas de defesa dos dez arguidos – incluindo a de Sarkozy — e a decisão final deverá conhecer-se a 30 de Novembro. Se acabar novamente condenado, ainda poderá recorrer da decisão mais uma vez.
O Ministério Público tinha feito exactamente o mesmo pedido em Março de 2025. Uns meses mais tarde, em Setembro, Sarkozy conheceu o veredicto do tribunal: cinco anos de prisão efectiva por associação criminosa, 100 mil euros de multa, perda de direitos civis e de família por cinco anos (ou seja, não pode votar nem ocupar cargos públicos, entre outros) e inelegibilidade por cinco anos.
Por causa disso, acabou por se tornar no primeiro Presidente da História recente de França a cumprir uma pena de prisão efectiva, ao passar 20 dias na prisão de La Santé, em Paris. Acabou a ser libertado de forma provisória, e pôde aguardar pelo julgamento de recurso em liberdade. Entretanto, lançou um livro sobre o tempo que passou na prisão.
Sarkozy manteve sempre a mesma tese de que não tinha “qualquer ideia ou intenção de pedir a Khadafi qualquer tipo de financiamento” e que não irá em momento algum confessar algo que não fez. Foi o mesmo que disse a sua equipa de defesa, esta quarta-feira, quando reafirmou a sua inocência. “Não houve dinheiro líbio, não houve financiamento da sua campanha presidencial através da Líbia, não houve enriquecimento de Sarkozy devido à Líbia. Sarkozy é inocente, a sua eleição não foi comprada”, afirmou o seu advogado, Christophe Ingrain, à saída da audiência.
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