A Providência e a Guitarra, Teresa – A Madre de Calcutá e outras estreias para esta semana

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Acompanhamos as aventuras de Elvira e Léon Berthelini, um casal de artistas ambulantes que vive na pequena aldeia de Covarronca, no século XIX. Uma maldição leva-os até a uma Lisboa da actualidade, onde se cruzam com os Desgraça, uma banda de metal em crise que acaba de lançar o álbum Híbridos Agónicos.

Escolhido como filme de abertura do Festival de Cinema de Roterdão, A Providência e a Guitarra foi realizado por ​João Nicolau — responsável por A Espada e a Rosa (2010), John From (2015) e Technoboss (2019) — e tem como ponto de partida um conto de Robert Louis Stevenson (1850-1894), também autor de O Médico e o Monstro e A Ilha do Tesouro. O argumento é de Nicolau e de Mariana Ricardo, sua irmã e colaboradora habitual.

Produzido por Sandro Aguilar e Luís Urbano, conta as actuações de Pedro Inês, Clara Riedenstein, Jenna Thiam, Isac Graça, Américo Silva, Beatriz Brás, Leonardo Garibaldi, José Raposo, Miguel Lobo Antunes, Luísa Cruz, Manuel Mozos, Rui Reininho e Salvador Sobral. Críticas, salas e horários

Noomi Rapace dá vida a Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) durante a época em que era responsável pelo convento das Irmãs de Loreto Entally, em Calcutá (Índia). A acção decorre em 1948, dois anos depois do chamamento que Teresa recebeu de Deus para deixar o convento e consagrar-se ao serviço do próximo. Durante muito tempo, esperou ansiosamente pela autorização do Papa Pio XII (1876-1958) para fundar a sua própria ordem. Mas, quando essa autorização chegou e tudo parecia seguir o seu curso, deparou-se com um dilema terrível que quase fez com que todos os seus planos caíssem por terra.

Realizado por Teona Strugar Mitevska (21 Days Until the End of the World), na sua estreia na realização em língua inglesa, este drama biográfico centra-se em sete dias da vida de Madre Teresa. Freira católica nascida na actual Macedónia do Norte (ainda sob domínio turco) e de origem albanesa, foi fundadora da congregação das Missionárias da Caridade, cuja missão continua, ainda hoje, a prestar ajuda “aos mais pobres entre os pobres”, sejam eles doentes, pessoas sem-abrigo ou moribundos, através de uma rede de instituições de assistência presente em mais de 130 países.

O seu trabalho valeu-lhe reconhecimento internacional, incluindo o Nobel da Paz, em 1979. Seis anos após a sua morte, a 5 de Setembro de 1997, foi beatificada pelo Papa João Paulo II ​(1920-2005) e canonizada a 4 de Setembro de 2016 pelo Papa Francisco (1936-2025)​, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O filme abriu a secção competitiva Orizzonti na 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza e conta ainda com a participação de Nikola Ristanovski, Sylvia Hoeks, Ekin Koç, Marijke Pinoy e Labina Mitevska, entre outros. Críticas, salas e horários

George Fahmy, um actor egípcio de renome, vê-se pressionado por representantes governamentais a participar num filme de propaganda dedicado ao Presidente Abdel Fattah el-Sisi (actual governante do Egipto). Colocado perante um dilema entre aquilo em que acredita, a carreira e a segurança da sua família, Fahmy acaba por ser forçado a compactuar com um regime autoritário que condiciona a criação artística e castiga qualquer forma de desobediência.

Realizado e escrito por Tarik Saleh, este thriller político sobre o poder, a corrupção e as restrições das liberdades civis encerra a trilogia do Cairo, iniciada com The Nile Hilton Incident (2017) e continuada com A Conspiração do Cairo (2022). Com Fares Fares, Lyna Khoudri, Amr Waked, Zineb Triki e Cherien Dabis no elenco, este drama foi seleccionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Críticas, salas e horários

Num colégio interno para jovens ligados ao desporto, Camille, um jovem pugilista, sofre uma queda que, por pouco, não lhe custa a vida. Após uma recuperação rápida, regressa aos treinos, determinado a retomar a luta por uma carreira no desporto. Mas, quando começa a sentir dores intensas, persistentes e medicamente injustificáveis, vê o seu futuro comprometido.

Num lugar onde se valoriza o esforço, a disciplina e a dedicação, e onde não existe espaço para a vulnerabilidade, Camille tenta esconder o sofrimento, arriscando não só a sua posição na equipa, mas também a confiança de todos os que o rodeiam.

Realizado por Valery Carnoy, este drama explora os limites do corpo e da mente num ambiente onde a competição e a rivalidade têm um peso preponderante. Com Samuel Kircher, Faycal Anaflous, Jef Jacobs, Anna Heckel e Jean-Baptiste Durand no elenco, este drama estreou-se em Cannes, onde foi distinguido com o Label Europa Cinemas e o SACD Prize (Directors’ Fortnight). Críticas, salas e horários

Vencedor do Prémio do Público no Doclisboa e realizado por Diogo Varela Silva (Do Bairro, João Ayres, Pintor Independente, ​O Diabo do Entrudo), Soco a Soco acompanha o percurso de Orlando Jesus, uma das figuras incontornáveis do boxe nacional. Desde a década de 1970, quando se afirmou como campeão nacional, até aos anos seguintes, o filme percorre a sua vida, dentro e fora do ringue.

Mais do que um retrato desportivo, este documentário revela o homem por detrás do pugilista que, depois de uma carreira como lutador, se transformou num treinador respeitado, formador de campeões — incluindo o seu filho, Orlando Jesus Jr. — e também no único português a exercer como árbitro profissional da International Boxing Association.

“Este filme não pretende ser um documentário sobre boxe”, explica o realizador. “É antes o retrato de um certo tipo de homem e de uma certa Lisboa: uma cidade de vielas estreitas, clubes desportivos de bairro e de uma vida nocturna outrora vivida com intensidade crua…”, acrescenta. “Não se trata de um filme nostálgico. É antes um gesto de preservação. O retrato de um homem maior do que a vida e de uma Lisboa que já não cabe nos postais turísticos. O último round de Orlando Jesus pode ser, no fundo, um combate contra o esquecimento”, remata. Críticas, salas e horários

Formada em Leyton, no leste de Londres, em 1975, pelo baixista e compositor Steve Harris, a banda Iron Maiden é uma das mais influentes do mundo. Reconhecido pela energia dos seus concertos, pela estética visual marcada pela figura de Eddie e por uma sonoridade que ajudou a definir o heavy metal britânico — a chamada “New Wave of British Heavy Metal” (NWOBHM) —, o grupo construiu uma longa carreira, conquistando milhões de fãs a nível internacional. Ao longo do tempo lançaram 17 álbuns, alguns particularmente marcantes na história do heavy metal, incluindo o álbum de estreia homónimo, Iron Maiden (1980), Killers (1981), The Number of the Beast (1982), Piece of Mind (1983), Powerslave (1984) e Seventh Son of a Seventh Son (1988), No Prayer for the Dying (1990), Fear of the Dark (1992), Brave New World (2000), A Matter of Life and Death (2006) ou o mais recente Senjutsu (2021). Ao longo de cinco décadas, venderam mais de 100 milhões de discos e tornaram-se uma referência incontornável da música.

Recorrendo a imagens de arquivo e a testemunhos de alguns dos seus admiradores mais conhecidos, como o actor Javier Bardem, o baterista dos Metallica Lars Ulrich ou o guitarrista Tom Morello, o realizador Malcolm Venville assinala meio século dos Iron Maiden. Críticas, salas e horários

Na infância, John Davidson foi diagnosticado com Síndrome de Tourette, uma perturbação neurológica que lhe provoca uma série de tiques motores e vocais involuntários. Durante a adolescência, a sua condição agravou-se, algo que teve um grande peso na sua interacção com os outros. Ultrapassada essa fase, já na entrada da idade adulta, John cruza-se com pessoas que o ajudam a transformar as suas dificuldades numa missão de vida. Por perceber o quanto aquela condição dificultou o seu percurso, decide sensibilizar o público para esta perturbação, divulgando e partilhando a sua experiência pessoal em palestras e em vários contextos, incluindo escolas.

Desde então, o seu trabalho tem contribuído para combater estigmas, mostrando a importância da inclusão e do apoio às pessoas que vivem com Tourette. Tem igualmente procurado dar visibilidade aos desafios do dia-a-dia associados à síndrome, mostrando estratégias de adaptação e de superação.

Estreado no Festival de Cinema de Toronto, este drama biográfico, realizado, escrito e produzido por Kirk Jones (Nanny McPhee – A Ama Mágica, Estão Todos Bem, O Que Se Espera Enquanto Se Está à Espera), conta a sua história. Nos papéis principais estão Robert Aramayo, Maxine Peake, Peter Mullan, Shirley Henderson, Scott Ellis Watson e David Carlyle. Críticas, salas e horários

Dia 15 de Agosto de 2021. Enquanto as tropas americanas e da NATO se retiram do Afeganistão, os taliban avançam em direcção à cidade de Cabul. No meio do colapso, o comandante Mohamed Bida (Roschdy Zem) e os seus homens de confiança assumem a segurança da embaixada francesa, uma das últimas representações diplomáticas ocidentais ainda em funcionamento.

Ao longo de 13 dias e 13 noites, perante o abandono de cerca de cinco centenas de civis e colaboradores locais, os funcionários da embaixada tentam controlar o medo e organizar uma retirada até ao aeroporto internacional de Hamid Karzai. Encurralado no interior daquele refúgio improvisado, Bida conta com o apoio de Eva (Lyna Khoudri), uma jovem franco-afegã ligada à ajuda humanitária. Os dois tentam negociar com os taliban uma forma de escapar de Cabul no último avião disponível.

Apresentado fora de competição no Festival de Cinema de Cannes, este thriller político baseia-se em factos verídicos e tem realização de Martin Bourboulon (Eiffel, Os Três Mosqueteiros D’Artagnan e Milady), que assina o argumento com Trân-Minh Nam. Salas e horários

Bear (Michael Johnston) trabalha numa loja de música ao lado de Nikki (Inde Navarrette), por quem há muito está apaixonado. Inseguro e com muitas dificuldades de confessar o que sente, adquire, numa loja de produtos esotéricos, um objecto designado One Wish Willow, um artefacto que promete conceder um desejo a quem o possuir. É assim que, desesperado, Bear pede que Nikki o comece a amar mais do que a qualquer outra pessoa no mundo.

Contra todas as probabilidades, o efeito é imediato. Mas não tarda a revelar-se muito perigoso e completamente desajustado: o amor dela transforma-se numa obsessão e dependência extremas. E, quanto mais ele tenta libertar-se e manter-se à distância, mais possessiva e agressiva ela se torna.

Este filme de terror sobrenatural foi exibido no Festival de Cinema de Toronto e tem assinatura de Curry Barker. Salas e horários

A lendária rivalidade entre Tom e Jerry ganha um novo fôlego quando, durante uma perseguição num museu, os dois activam acidentalmente uma bússola mágica que os transporta para um mundo desconhecido e muito perigoso. Enquanto tentam encontrar o caminho de regresso a casa, cruzam-se com novos aliados, com quem terão de enfrentar inimigos que ameaçam o equilíbrio do Universo. Mas, para que tudo resulte, vão ver-se forçados a cooperar, mesmo que provisoriamente.

Realizada por Zhang Gang, esta animação combina fantasia, humor e aventura numa nova homenagem às personagens criadas por William Hanna e Joseph Barbera em 1940. Salas e horários

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