As creches privadas estão insatisfeitas com a nova plataforma de inscrição das crianças no programa Creche Feliz, que garante creche gratuita, e ponderam abandonar o programa, denunciou esta quinta-feira a Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP).
A antiga App foi descontinuada em Maio e as suas funcionalidades foram integradas no Portal e na App da Segurança Social, sistema que aplica critérios de prioridade de forma automática e que tem causado problemas, que a associação espera sejam resolvidos, adiantou a presidente da associação, Susana Batista, em declarações à Lusa.
A associação tem esperança que sejam feitas mudanças na plataforma pela Segurança Social, caso contrário há estabelecimentos que ponderam abandonar o programa Creche Feliz, nomeadamente por não poderem garantir vaga para Setembro às crianças que já frequentam a escola e se inscreveram através da anterior plataforma.
Também a prioridade aos irmãos que frequentam o mesmo estabelecimento de ensino é um problema, segundo Susana Batista, que defende uma prioridade mais elevada para os irmãos, acima do actual quarto lugar, para permitir aos irmãos frequentarem a mesma escola e facilitar a vida da família.
Crianças com necessidades educativas especiais têm mais prioridade na inscrição, face aos irmãos que frequentam o estabelecimento, mas Susana Batista alertou que a avaliação dessas necessidades adicionais tem de ser feita presencialmente, e não pode ser feita por uma plataforma, que não tem dados para saber as necessidades adicionais concretas.
O grau de incapacidade de uma criança não se avalia num documento, argumentou, frisando que há critérios que só se conseguem avaliar pessoalmente, permitindo.
A presidente da associação disse estar em conversações com a Segurança Social para correcções na plataforma e destacou que tem sido demonstrada abertura que para algumas alterações.
O programa Creche Feliz garante creche gratuita às crianças nascidas a partir de 1 de Setembro de 2021 (inclusive), que frequentem creches e creches familiares da rede solidária, bem como amas da Segurança Social e creches da rede lucrativa e pública que integrem a bolsa de creches aderentes.
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