Em apenas dois dias, a Rússia atacou a Ucrânia com mais de 1500 drones

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A Rússia realizou o seu maior ataque aéreo num período de dois dias desde o início da guerra na Ucrânia, bombardeando a capital, Kiev, e outras cidades com centenas de drones, afirmaram responsáveis ucranianos nesta quinta-feira.

Moscovo lançou 1567 drones desde o início de quarta-feira, declarou o Presidente Volodymyr Zelensky. Pelo menos 15 civis morreram ao longo destes dois dias, segundo as autoridades.

Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis durante a noite, acrescentando que as unidades de defesa aérea abateram 41 dos mísseis e 652 drones, segundo a Força Aérea ucraniana.

“Estas não são, de todo, as acções de quem acredita que a guerra está a chegar ao fim”, disse Zelensky, acrescentando: “É importante que os parceiros não permaneçam em silêncio perante este ataque. E é igualmente importante continuar a apoiar a protecção dos nossos céus.”

Pelo menos nove pessoas, incluindo uma rapariga de 12 anos, morreram em Kiev. Outras seis pessoas morreram num ataque diurno concentrado no Oeste da Ucrânia na quarta-feira.

A capital ucraniana foi o principal alvo dos ataques nocturnos, afirmou Zelensky, acrescentando que houve danos em 20 locais da cidade e também na região de Kiev. Cerca de 40 pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas, segundo as autoridades. O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou um dia de luto na capital para esta sexta-feira.

Dezenas de trabalhadores de emergência cortaram blocos de betão no local de um ataque de drone russo a um prédio residencial de nove andares, onde uma secção inteira ficou destruída. Zelensky disse que quase 20 pessoas continuavam desaparecidas enquanto os socorristas removiam os escombros.

“Havia pessoas lá dentro, crianças. O que lhes aconteceu? É preciso compreender, um prédio inteiro desabou”, disse à Reuters Alla Komisarova, uma reformada de 74 anos, no local do ataque, contendo as lágrimas.

“Ouvi algo a voar, estava a voar perto… E depois ouviu-se um som terrível, e a nossa casa, que fica em frente [ao edifício atingido], saltou e abanou.”

Mais de 1500 operacionais de socorro foram mobilizados em toda a Ucrânia para lidar com as consequências dos ataques, incluindo quase 600 em Kiev.

O Presidente ucraniano afirmou que, no total, 180 infra-estruturas foram danificadas na Ucrânia, incluindo mais de 50 edifícios residenciais. Disse ainda que um veículo do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários foi atingido por drones durante uma missão humanitária na cidade de Kherson, no Sul.

Vinte e oito pessoas, incluindo três crianças, ficaram feridas em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde infra-estruturas civis foram alvo dos ataques, afirmou o governador regional, Oleh Syniehubov.

O Ministério da Energia da Ucrânia declarou que o fornecimento de electricidade foi interrompido em 11 regiões. Segundo as autoridades, os ataques também visaram infra-estruturas portuárias na região sul de Odessa e caminhos-de-ferro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que o ataque — enquanto o Presidente norte-americano Donald Trump visitava a China — demonstrava que a Rússia queria continuar a combater apesar dos esforços de paz de Washington, sendo necessária pressão sobre Moscovo para pôr fim à guerra.

“Estou certo de que os líderes dos Estados Unidos e da China têm influência suficiente sobre Moscovo para dizer a Putin que ponha finalmente fim à guerra”, escreveu na rede social X.

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