xAI de Elon Musk queima regras e gás para alimentar supercomputador

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A corrida pela supremacia na inteligência artificial ganhou um novo e barulhento capítulo nas margens do rio Mississípi. O que deveria ser um templo da computação avançada transformou-se num foco de tensão ambiental. No centro da polémica está a xAI, a empresa de Elon Musk, que decidiu avançar com a instalação de cerca de meia centena de turbinas a gás para alimentar o supercomputador Colossus, ignorando, aparentemente, regras ambientais.

O sistema Colossus, composto por 100 mil placas gráficas Nvidia H100, exige uma potência de 150 megawatts para funcionar em pleno. Contudo, a rede eléctrica local apenas consegue assegurar 50 megawatts de imediato. Perante este défice, a solução encontrada pela equipa de Musk foi a instalação de geradores a gás.

Segundo informações avançadas pelo portal TechCrunch, foram instaladas 18 turbinas fixas e mais de 30 unidades móveis para colmatar a falha de energia. O facto de estes equipamentos estarem a funcionar em regime contínuo está a levantar sérias preocupações junto das autoridades ambientais e dos residentes de Memphis, cidade do Tennessee banhada pelo Mississípi e próxima da fronteira do estado do mesmo nome.

Aproveitar um vazio legal

Esta instalação terá sido possível devido a um suposto vazio legal. Como os geradores estão assentes em reboques de camiões, são considerados móveis pela legislação estadual, o que dispensará o licenciamento ambiental.

No entanto, estes equipamentos de combustão interna não são inofensivos. A queima de gás nestas dimensões liberta óxidos de azoto, poluentes responsáveis por agravar problemas respiratórios, como a asma, e por contribuir para a formação de nevoeiro fotoquímico. Grupos de activistas, com o Sierra Club à cabeça, já enviaram cartas formais às autoridades de saúde e do ambiente, exigindo que a xAI suspenda as operações até que as emissões sejam devidamente monitorizadas e autorizadas.

A actuação da empresa parece seguir o lema de avançar rápido e pedir desculpa depois, uma estratégia que Musk já aplicou noutros projectos. No entanto, o impacto directo na saúde pública de uma comunidade que já lida com níveis elevados de poluição industrial torna este caso particularmente sensível.

Actualmente, a xAI continua a operar o sistema, mas a pressão jurídica e social está a aumentar. A empresa do magnata terá de decidir se a velocidade no desenvolvimento da inteligência artificial justifica o desgaste na relação com a comunidade local.

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