Em 2025 o Estado adquiriu 58 obras de arte contemporânea por cerca de 780 mil euros

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O Estado comprou no ano passado 58 obras de arte contemporânea de 35 artistas, para integrar a Colecção de Arte Contemporânea do Estado, num investimento global de cerca de 780 mil euros, com valores unitários que vão desde os 4.722 aos 79.950 euros.

De acordo com o relatório de 2025 da Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea (CAAC), divulgado esta sexta-feira pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), trata-se de um conjunto de obras de artistas de várias gerações.

Entre as aquisições com valores mais elevados destaca-se The Tearoom (2024), de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, por 79.950 euros, que consiste numa peça composta por blusões de cabedal, cabides, estrutura metálica e espelho, tendo feito parte da exposição antológica apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Serralves em 2024.

Um conjunto de 34 pinturas a óleo sobre madeira, sem título e datado de 2023, de Miguel Branco, adquirido por 57.195 euros; três pinturas de Pancho Guedes (Família vegetal, de 1974, um A força do seu olhar, de 1996, e Um navio aborígene, de 2005, no valor de 41.032 euros; Festas das cruzes (1974), de Maria José Aguiar, por 40 mil euros; e O Coleccionador de Belas-Artes (1970), de António Areal, por 35 mil euros, são as outras obras com valores mais elevados.

O relatório da CAAC, estrutura criada em 2019 e integrada na MMP, reúne propostas de aquisição que abrangem uma diversidade de linguagens, incluindo cinema, pintura, escultura, desenho, fotografia e instalação.

A selecção inclui artistas de várias gerações, portugueses e estrangeiros, como Ana Léon, Diogo Pimentão, Filipa César, Gabriela Albergaria, Joana Escoval, Mónica Baptista, entre outros, reflectindo uma estratégia de alargamento da colecção do Estado a diferentes contextos artísticos.

De acordo com o documento, as obras foram escolhidas com base na sua relevância artística, técnica e histórica, bem como pela contribuição para a diversidade temática e formal da colecção, abordando questões como identidade, memória, ambiente e política.

As propostas visam igualmente reforçar a representação de diferentes regiões e culturas, com a inclusão de artistas ligados a países como Brasil, Angola, Moçambique ou Alemanha, e promover o diálogo entre práticas contemporâneas e obras de natureza histórica.

A CAAC tem como missão identificar e seleccionar obras que contribuam para o enriquecimento da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, devendo apresentar anualmente um relatório com a fundamentação das aquisições.

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