Sofrer, calar e pagar!

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A Helena pensava que vivia num país europeu, mas, infelizmente, no passado dia 19 de Março, recebeu uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que a veio informar de que não é assim. Somos um país em que o respeitinho reverencial pelos senhores doutores continua a ser uma lei não escrita, com peso muito superior à Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A história da Helena conta-se em não muitas palavras: tinha varizes no membro inferior esquerdo e dores no tornozelo esquerdo, e procurou um reputado cirurgião que, face aos exames efectuados, lhe comunicou que existia indicação operatória sustentada em dados clínicos e imagiológicos de instituições e profissionais diferentes — sendo a insuficiência da veia safena interna um dado objectivo e determinante para a indicação da cirurgia. E assim foi: Helena foi submetida a uma cirurgia às varizes, tendo assinado nesse mesmo dia, antes da operação, um documento designado de consentimento informado, de que constava, entre outras coisas, que compreendia que não havia “garantias de sucesso quanto aos objectivos visados”. A cirurgia correu sem qualquer complicação, obtendo-se a oclusão da veia safena interna. E a história deveria acabar por aqui. Mas não acabou…

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