Defender a democracia sem repetir o passado: da Guerra Colonial às incertezas do presente

0
4

A discussão sobre o eventual regresso do serviço militar obrigatório merece ser feita com seriedade, mas também com memória. Compreendo a preocupação de quem, como José Pacheco Pereira, olha para a guerra na Ucrânia e para a crescente instabilidade internacional como sinais de um tempo perigoso para as democracias europeias. De facto, a invasão da Ucrânia pela Federação Russa veio recordar à Europa que a paz não é eterna e que a soberania dos povos continua ameaçada por ambições expansionistas e autoritárias. Contudo, reconhecer os perigos do presente não significa aceitar soluções que, no passado, já demonstraram as suas limitações e injustiças. Discordo profundamente do regresso do serviço militar obrigatório, não apenas por razões de princípio, mas também pela experiência direta que vivi durante o regime de Salazar e Marcello Caetano.

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com