Depois de uma vitória frente ao Real Madrid em Camp Nou, Lamine Yamal, jogador do FC Barcelona, ergueu a bandeira da Palestina durante o desfile de festejos do título da La Liga, a 12 de Maio, que reuniu 700 mil pessoas nas ruas da capital catalã. Vários artistas palestinianos reuniram-se para eternizar o momento num mural na cidade de Gaza, avança a Reuters.
Nos escombros do campo de refugiados de Shati surge agora uma pintura do jogador de 18 anos que terá pedido a bandeira a um dos adeptos que acompanhava o autocarro nas celebrações. Yamal também publicou uma fotografia do momento nas redes sociais.
A situação tem desencadeado reacções diversas, inclusive de altas figuras políticas, como foi o caso do ministro da Defesa israelita. Através de uma publicação no X, acusou o jogador dos “blaugrana” de “incitar contra Israel e fomentar o ódio contra os nossos soldados que estão a combater contra a organização terrorista Hamas, uma organização que massacrou, violou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus a 7 de Outubro”.
REUTERS/Ebrahim Hajjaj
“Quem apoia este tipo de mensagem devia perguntar a si mesmo: consideram isto humanitário? É moral? Não ficarei em silêncio perante o incitamento contra Israel e contra os judeus”, continua Israel Katz, que insta “um grande e respeitado clube como o FC Barcelona a distanciar-se disto e mostrar de forma clara e inequívoca que não há lugar para o ódio apoio ao terrorismo”.
Por outro lado, o presidente do Governo espanhol escreveu no X em defesa de Yamal: “Aqueles que consideram que agitar a bandeira de um Estado é incitar ao ódio perderam o juízo ou estão cegos com a sua ignomínia”. Pedro Sánchez acrescentou que Lamine se limitou a expressar “a solidariedade para com a Palestina que milhões de espanhóis sentem”. “Outra razão para estarmos orgulhosos dele”, escreveu.
Quienes consideran que ondear la bandera de un Estado es “incitar al odio”, o han perdido el juicio o han sido cegados por su propia ignominia.
Lamine solo ha expresado la solidaridad por Palestina que sentimos millones de españoles. Otro motivo más para estar orgullosos de él.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) May 14, 2026
Pedro Sánchez tem sido o líder europeu mais vocal na condenação dos actos perpetrados por Israel. Recentemente, o presidente do Governo espanhol pediu a suspensão do acordo de parceria entre a União Europeia e Israel, por considerar que “um Governo que viola o direito internacional ou os princípios da UE não pode ser seu parceiro”. Para além disso, o secretário-geral do Partido Socialista espanhol (PSOE) acredita que Bruxelas tem usado “dois pesos e duas medidas” nas suas respostas e sanções, comparando frequentemente a posição face a Israel e a resposta mais dura tomada contra a Rússia.
A postura de Sánchez tem criado fricção com alguns líderes internacionais, em particular com Donald Trump. O Presidente dos EUA tece críticas a Sánchez recorrentemente e, inclusive, documentos do Pentágono sugeriam a suspensão da participação de Espanha na NATO, depois de Madrid ter recusado a utilização de bases militares e espaço aéreo espanhol para os EUA e Israel executarem ataques contra o Irão.
Espanha, que foi um dos primeiros países a reconhecer formalmente o Estado da Palestina, também boicotou a Eurovisão de 2026 devido à participação de Israel e a RTVE não transmitiu as semifinais nem a final do concurso que este ano decorreu em Viena.
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