A série documental Afrikando já tinha percorrido Angola, agora chega a vez do arquipélago de São Tomé e Príncipe. A partir de 23 de Maio, serão oito episódios, oito viagens pelas ilhas.
“Uma viagem multicultural e turística que desvenda o potencial do arquipélago”, anuncia a RTP, que estará disponível na RTP África (21h) e na plataforma RTP Play.
“As ilhas são pequenas e acabámos por fazer uma série de oito episódios. Dividimos entre o norte, o sul, o centro de São Tomé e, depois, viajámos para o Príncipe“, explicava Alexandra Baptista, jornalista autora da série, na apresentação do projecto que decorreu na semana passada no auditório da UCCLA — União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, em Lisboa.
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“Tentámos mergulhar na história, na cultura, nas tradições, em lugares opostos ao turismo de massas, dando a conhecer também algumas curiosidades da cultura são-tomense, como a gastronomia e as línguas maternas também”, disse a autora à Lusa.
Os episódios são feitos entre “roças, cascatas, florestas e praias. Da natureza à cultura, celebrando a música, a dança e o tchiloli, uma das manifestações culturais mais emblemáticas do país”, promete-se. Em cada um, esperam-se “lugares menos comuns, usos e costumes pouco divulgados e paisagens únicas”.
O convite é para “descobrir como vive este povo forjado na mistura de gentes vinda de outras latitudes para trabalhar uma terra próspera”. Não faltam dificuldades, como se sabe, mas, como diz Alexandra Baptista, “foi entrar num jardim tropical e encontrar beleza, atrás de beleza e ir descobrindo praias incríveis e lagoas e as gentes, que vêm de um passado tão violento, muito afáveis e não são zangadas com a sua história”.
Ponto fulcral: as históricas e seminais roças, que “estão praticamente destruídas, muitas delas ao abandono” (há um projecto para recuperá-las), com plantações de cacau, café, “velhos hospitais destruídos”, “sanzalas onde os povos ainda vivem, naquelas condições”.
Porque a realidade não se mascara. “A pobreza está lá. A pobreza é visível”, diz a autora, reforçando: “Embora não exista fome, a pobreza é visível”.
Em paralelo, mostram-se cenários de paraíso, por entre “caminhadas na floresta incríveis”, “vulcões adormecidos, ou extintos”, “todo este manto verde que cobre São Tomé e Príncipe”, uma biodiversidade extraordinária.
Uma curiosidade: Alexandra veste em cada episódio trajes tradicionais do arquipélago para “homenagear a cultura e a tradição” do território. “Vou aos alfaiates, vou aos mercados comprar os panos típicos”.
A próxima série de Afrikando, adianta a Lusa, deverá ser dedicada a Moçambique. A anterior, a de Angola, continua disponível.
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