Aston Villa-Friburgo: o especialista contra os estreantes

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Mais do que as defesas de Emiliano Martínez, as investidas de Morgan Rodgers pelos flancos ou os golos de Ollie Watkins, o grande trunfo do Aston Villa para a final da Liga Europa desta quarta-feira, em Istambul, frente ao Friburgo (20h, SPTV5), está no banco. Unai Emery, treinador da equipa de Birmingham, já ganhou a competição por quatro vezes (três com o Sevilha, uma com o Villarreal) e quer chegar à mão cheia de títulos com mais uma equipa com “Villa” no nome. Pela frente, terá uma equipa alemã que nunca tinha chegado tão longe numa competição europeia.

Para o Aston Villa, este é um regresso às finais europeias, 44 anos depois de terem triunfado na final da Taça dos Campeões Europeus de 1982, em Roterdão, frente a um grande Bayern Munique, que tinha jogadores como Breitner, Hoeness ou Rummenigge. Já Emery teve de esperar bem menos para voltar a estes palcos, apenas cinco anos depois de ter vencido uma final frente ao Manchester United enquanto técnico do Villarreal. Antes tinha ganho três vezes consecutivas (2014, 2015 e 2016) com o Sevilha, com apenas uma derrota em 2019, enquanto treinador do Arsenal, numa final londrina com o Chelsea (4-1).

“Não sou o rei desta competição. Esta é uma nova oportunidade e espero que seja o início de uma nova era para o Aston Villa”, declarou o técnico basco de 54 anos. Em Birmingham desde 2022, Emery entende que esta final de Istambul é um sinal de que as suas ideias para o clube estão a dar frutos: “Temos planeado e tentado implementar a minha visão de um Villa a jogar por títulos e estar nesta final é fantástico.”

Do outro lado, estará o Friburgo, que travou o sonho do Sp. Braga em regressar a uma final europeia. Já com as contas fechadas na Bundesliga (foi 7.ª), a formação orientada por Julian Schuster navega em terrenos desconhecidos na Europa, mas não chegou aqui por acaso – foi sétima na fase Liga e “saltou” os play-off” directamente para os “oitavos”, deixando pelo caminho Genk, Celta de Vigo e Sp. Braga.

Tal como para o Friburgo, este também é território desconhecido para o técnico Julian Schuster, depois de toda uma carreira ligada ao clube, primeiro como jogador e adjunto, agora como treinador principal, com licença tirada apenas em 2023. Desconhecido e inesperado, segundo o próprio: “Seria presunçoso da minha parte sequer pensar nisso [estar numa final].”

O interesse português

Mesmo sem qualquer equipa portuguesa nesta final de Istambul, haverá uma equipa muito atenta ao seu desfecho e a torcer por uma vitória da formação britânica. Se o Villa vencer a competição e, em paralelo, segurar o quarto lugar na Premier League, o Sporting será poupado à sobrecarga competitiva de início de época e entra directamente para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Se, pelo menos, uma destas condições não se verificar, o Sporting terá de disputar a terceira pré-eliminatória (4/5 e 11 de Agosto) e, no caso de seguir em frente, mais uma ronda de “play-off” (18/19 e 25/26 de Agosto) para aceder à fase Liga da Champions.

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