Afonso Eulálio voltou a apanhar toda a gente distraída na Volta à Itália em bicicleta. Enquanto o pelotão rolava placidamente rumo a uma chegada ao sprint na 12.ª etapa do Giro, o ciclista português da Bahrain atacou a 13,4km do fim para ir buscar seis segundos de bonificação no sprint intermédio e acabou por reforçar a sua liderança da prova. Num dia que se esperava tranquilo para a classificação geral, Eulálio acabou por aumentar para 33 segundos a vantagem sobre Jonas Vingegaard (Visma) e a Bahrain também teve o bónus de vencer a etapa, por via do belga Alec Segaert, que não quis esperar pela meta para acelerar.
Não é espectável que a “maglia rosa” do português sobreviva ao fim-de-semana, mas não deixa de ser uma prova de força e de sagacidade táctica da Bahrain e do próprio Eulálio, o de ir buscar segundos que podem ser preciosos por um lugar no “top 5” deste Giro. Eulálio já tinha apanhado o pelotão distraído quando conquistou a rosa na quinta etapa, ao integrar a fuga do dia (foi segundo), e tem gerido bem a vantagem que acumulou. Os 33 segundos que o separam de Vingegaard não serão, em teoria, suficientes para absorver os ataques do dinamarquês na alta montanha no sábado, mas não é de descartar uma posição de pódio no final em Roma.
À 12.ª etapa do Giro, 175km entre Imperia e Novi Ligure, não se esperava grandes movimentações antes da meta, apesar das dificuldades montanhosas pelo meio. Eulálio jogou com isso quando o pelotão se aproximava do sprint intermédio e atacou. Apenas Ben O’Connor (Jayco Alula), quinto da geral, foi atrás dele, mas não o suficiente para impedir a bonificação máxima do português. Após o sprint, o pelotão reagrupou-se e, a cerca de 3km do fim, foi Alec Segaert a fugir, apanhando outra vez toda a gente distraída. O esforço do belga foi recompensado e este até conseguiu terminar com alguns segundos de vantagem sobre toda a gente.
“É super-espectacular. É o meu primeiro Giro. Corri muito aqui em Itália nas categorias jovens, mas estar aqui no palco maior… Bem, este Giro já estava a ser espectacular para a equipa com a camisola rosa do Afonso”, disse o ciclista belga de 23 anos após a sua primeira vitória em grandes voltas – antes do Giro 2026, só tinha participado uma vez na Volta a Espanha em 2025.
Voltando a Afonso Eulálio, o português admitiu que se limitou a aproveitar a oportunidade quando percebeu que nenhum dos que lutam pela geral, incluindo Vingegaard, estava interessado no bónus. “Acho que isto não era muito importante para o Jonas. Quando a alta montanha chegar, 30 segundos não são nada. Mas, para os outros, eles simplesmente não quiseram lutar por isto, eu fiz o sprint“, disse o ciclista português após cumprir a sua sétima etapa com a camisola rosa no corpo.
É provável que Eulálio consiga manter-se na liderança na etapa desta sexta-feira, 189km entre Alessandria e Velbania, percurso essencialmente plano, com uma elevação a 581 metros a cerca de 15km da meta – o sprint intermédio, o tal para ganhar segundos, será aos 172,3km. Só no sábado é que o Giro regressa à alta montanha.
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