Trump quer enviar 5000 militares para a Polónia e justifica com relação com Nawrocki

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O Presidente dos EUA avançou, nesta quinta-feira, 21 de Maio, que vai enviar mais 5000 militares norte americanos para a Polónia. O republicano justificou a medida com base na vitória do conservador Karol Nawrocki nas eleições presidenciais de 2025 e na sua boa relação com o homólogo polaco.

“Com base na eleição bem-sucedida do Presidente Karol Nawrocki, que apoiei com orgulho, e com base na nossa relação, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos vão enviar 5000 militares adicionais para a Polónia”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Donald Trump recebeu o Presidente da Polónia na Casa Branca em Maio de 2025 e demonstrou o seu apoio a Nawrocki antes das eleições presidenciais. Nessas eleições, Nawrocki derrotou o candidato do partido centrista e pró-europeu, Rafal Trzaskowski, apoiado pelo primeiro-ministro Donald Tusk. Depois da vitória de Péter Magyar na Hungria, e consequente afastamento de Viktor Orbán, primeiro-ministro até então, Nawrocki tem assumido o lugar de principal líder europeu aliado de Trump.

Nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano J.D. Vance, em declarações aos jornalistas na Casa Branca, tinha referido que o envio de tropas para a Polónia de quatro mil soldados da 2.ª Brigada de Combate Blindada da 1.ª Divisão de Cavalaria do Exército tinha sido adiado.

“Não estamos a falar de retirar todos os militares norte-americanos da Europa. Estamos a falar de redireccionar os recursos para maximizar a segurança dos EUA”, disse Vance na mesma ocasião.

Recentemente os EUA têm revisto a sua presença militar na Europa e a retirada ou envio de militares norte-americanos tem sido usada diversas vezes como forma de Donald Trump castigar ou aplaudir a postura de líderes europeus consoante o grau de alinhamento com as suas causas.

O Departamento de Defesa dos EUA anunciou neste mês que ia cancelar o envio de militares para a Alemanha, depois de ter retirado pelo menos 5000 dos seus soldados naquele país. Essa retirada aconteceu depois de Friedrich Merz, chanceler alemão, ter dito que os norte-americanos estavam a ser humilhados pelo Irão.

A Administração Trump tem intensificado as críticas aos aliados da NATO, nomeadamente pela falta de apoio à ofensiva norte-americana e israelita no Irão. Ainda nesta quinta-feira, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, assumiu estarem “muito chateados” porque os aliados europeus “recusam-se a fazer o que quer que seja”. O antigo senador republicano já tinha, inclusive, questionado qual o benefício para os EUA da sua participação na NATO, indicando que a relação de ajuda é unilateral.

Em Abril, um e-mail interno do Pentágono sugeria a ideia de suspender Espanha da NATO. Donald Trump tem, frequentemente, entrado em colisão com Pedro Sánchez, presidente do Governo espanhol, pela sua postura crítica face à actuação norte-americana e israelita no conflito do Médio Oriente.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos membros da NATO estarão reunidos nesta sexta-feira em Helsingborg, no Sul sa Suécia, para conversar sobre o apoio à Ucrânia e preparar a cimeira da Aliança Atlântica, a decorrer em Julho na Turquia.

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