O secretário de Estado das Infra-estruturas afirmou nesta sexta-feira que os constrangimentos no controlo de fronteiras estão a afectar aeroportos em toda a Europa e não apenas em Portugal, garantindo que o Governo está “a actuar” para os resolver.
Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do voo directo da Delta Air Lines entre o Porto e Nova Iorque-JFK, Hugo Espírito Santo apontou “relatos de problemas em Amesterdão, em Milão, em Munique e nos aeroportos de Tenerife” para sustentar que “não é uma questão portuguesa”.
“Vamos reconhecer, isto não é um problema português, é um problema europeu neste momento”, enfatizou.
Afirmando que o executivo não está “contente com a situação actual“, o governante garantiu que está “a actuar em várias dimensões”, designadamente aumentando a capacidade nos aeroportos de Lisboa, de Faro e do Porto e reforçando os meios tecnológicos e humanos.
Nesta quinta-feira, a Comissão Europeia (CE) negou que as filas nos aeroportos em Portugal se devam ao novo Sistema de Entrada/Saída das fronteiras da União Europeia (UE), apontando que o processamento dos registos demora, em média, pouco mais de um minuto. A declaração surge após o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter admitido a suspensão do sistema, à semelhança do que foi decidido no fim do ano passado, para combater as filas demoradas.
Quanto a este facto, o secretário de Estado disse entender o “orgulho grande” da CE e reconhecer “a necessidade do novo sistema para proteger mais as fronteiras”, mas rejeitou “passar responsabilidades” ou debater “de quem é a culpa” dos actuais constrangimentos.
“Estamos a fazer um esforço muito grande para responder a este desafio, que é um desafio que obviamente não nos orgulha – já falei disso, já o senhor ministro [das Infra-estruturas] também falou disto, mas agora que fique claro, não é uma questão portuguesa”, reiterou.
Para Hugo Espírito Santo, não está em causa um problema de falta de investimento por parte da ANA – Aeroportos de Portugal, gestora da infra-estrutura aeroportuária nacional, já que o controlo de fronteira “é uma função soberana do Governo, e portanto é o Governo que a assegura”.
Contudo, admitiu: “É óbvio que não temos tido crescimento dos nossos aeroportos e, sem crescimento dos nossos aeroportos, não conseguimos ter espaço suficiente para acomodar. Mas estamos a trabalhar em conjunto, a ANA está neste momento a conduzir as obras nos vários aeroportos, precisamente a tempo e horas, para conseguirmos ter uma resposta.”
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