Dia do hambúrguer: sanduíche brasileiro premiado no mundo faz sucesso no Porto

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No Dia Internacional do Hambúrguer, celebrado nesta quinta-feira (28/05), quem vive no Porto pode provar a receita que coloca o Brasil no top 3 dos melhores do mundo de acordo com a plataforma sueca Burgerdudes, que reúne 1.350 críticas de 60 países. No pão brioche, são 200 gramas de carne maturada por 70 dias, o cheddar original do Reino Unido e o grande diferencial: bacon caramelizado em melaço de cana-de-açúcar.

A receita do Pony Line foi criada por um dos sócios da marca, Felipe Fernandes, que, em 2013, participou da criação da Holy Sandwich Shop, em São Paulo. A casa, aliás, ocupa a segunda posição no mesmo ranking, que reúne mais de mil reviews de receitas do mundo todo.

Em Portugal, a Holy chegou ao Porto em 2019 pelas mãos do empresário Thiago Tavares, filho de um português de Espinho, no Norte de Portugal, que emigrou para o Brasil. “Fiz o caminho contrário. Sempre passei férias no Porto e, depois que a minha filha nasceu, comecei a pensar em mudar para Portugal”, relembra. O endereço escolhido foi a rua do Comércio do Porto, 130, próximo ao Palácio da Bolsa.

Naquela altura, ele acabara de vender o restaurante de comida portuguesa que mantinha em São Paulo com o pai e percebeu uma lacuna no nicho das hamburguerias em terras lusas e fechou sociedade com a marca, que acaba de completar cinco anos e teve um investimento inicial de 350 mil euros.

Pudim na latinha

No Porto, a operação assumiu o desafio de replicar o padrão criado em São Paulo, mas com alguns ingredientes portugueses. É o caso do queijo da Serra da Estrela, do cheeseburger da casa. “Na próxima carta, vamos repetir 80% da unidade de São Paulo, mas sempre com espaço para a criatividade”. Hoje, há no cardápio, por exemplo, um hambúrguer com dois smash burger com pão de croissant e maionese de alho-negro.

A referência do hambúrguer, George Motz, e o empresário Thiago Tavares
Divulgação

“É muito gratificante saber que conseguimos proporcionar ao público português uma experiência que nasce numa marca hoje reconhecida como a segunda melhor hamburgueria do mundo. Há uma enorme curiosidade e entusiasmo à volta da cultura dos burgers e sentimos que este reconhecimento reforça ainda mais o Holy como um ponto obrigatório na cidade”, completa.

No menu, também há uma “licença”, por assim dizer, para a coxinha de pastrami defumado com maionese de sriracha (molho de pimenta) — reflexo direto da influência conceitual na marca nas delis e hamburguerias de Nova York, e pudim na latinha, um clássico herdado diretamente da matriz paulistana.

Internacionalização

Por ora, a expansão, caso ocorra, vai se limitar ao Porto. Mas isso não impede que a Holy rompa fronteiras, muito em função da figuração no ranking. Thiago acaba de voltar de Belgrado, na Sérvia, onde ficou em primeiro lugar em um festival dedicado ao hambúrguer com o mesmo Pony Line. Antes, em Dubai, fez uma versão com gorgonzola e sem bacon, já que a carne de porco é vetada da dieta árabe.

“Também tivemos a alegria de receber o George Mortz, uma referência mundial do hambúrguer, em nosso espaço. Tem até uma receita em homenagem a ele (que leva dois smashes de 70 gramas, cebola, cheddar e bacon no pão de brioche)”, diz. Motz é considerado o historiador do prato e assina o documentário Hamburger America (2004). A próxima parada é em Londres.

Em outra frente, a filial do Porto trabalha para manter uma estrutura de trabalho saudável, com 15 funcionários divididos em dois turnos, sem horários partidos, para atender o espaço de 32 lugares. “Nos primeiros meses do ano, fizemos uma média de 6 mil hambúrgueres por dia. A meta é aumentar consideravelmente esse número agora, com os dias mais quentes, que também trazem mais turistas”.

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